DNA confirma que Ted Bundy assassinou adolescente de Utah em 1974
Testes de DNA confirmaram que o serial killer Ted Bundy foi o responsável pelo assassinato de Laura Ann Aime, uma adolescente de 17 anos, em 1974, no estado de Utah, nos Estados Unidos. Bundy já havia confessado o crime antes de sua execução, em 1989, incluindo Laura entre suas mais de 30 vítimas. No entanto, o caso só foi considerado oficialmente resolvido agora, após a comprovação científica, já que, até então, os investigadores não haviam encontrado provas que confirmassem sua responsabilidade no assassinato.
Descoberta do corpo e padrão do crime
O corpo da jovem foi encontrado em novembro de 1974 por estudantes que faziam uma trilha em um parque de cânions em Salt Lake City. O gabinete do xerife do condado de Utah informou, na última quarta-feira (1), que o DNA extraído de sêmen coletado do corpo de Laura na época do crime foi inserido em um banco de dados criminal nacional. Mais de 50 anos depois, esse material genético correspondeu ao DNA de Ted Bundy, que havia sido registrado no banco de dados na Flórida.
O crime seguiu o padrão de Bundy, que atraía jovens mulheres antes de sequestrá-las. Laura foi vista pela última vez ao sair de uma festa de Halloween. Seu corpo foi encontrado dias depois, com sinais de violência. A confirmação do DNA encerra um capítulo sombrio na história criminal dos Estados Unidos, destacando a importância da tecnologia forense na resolução de casos antigos.
Impacto da confirmação científica
Apesar da confissão prévia de Bundy, a falta de evidências físicas mantinha o caso em aberto. A inserção do DNA em bancos de dados nacionais permitiu a correspondência décadas depois, demonstrando como avanços científicos podem trazer justiça mesmo após longos períodos. Este caso reforça a relevância dos bancos de dados criminais e da persistência das autoridades em investigar crimes não resolvidos.
Os anos 1980 ficaram marcados como a década dos serial killers nos EUA, com Bundy sendo uma figura central nesse contexto. Suas ações violentas e métodos manipuladores continuam a ser estudados por especialistas em criminologia e psicologia, servindo como um alerta para a sociedade sobre os perigos de criminosos em série.



