A deputada hondurenha Gladys Aurora López, membro do Partido Nacional, sofreu ferimentos graves após ser atingida na cabeça e no pescoço por um artefato explosivo. O atentado ocorreu na manhã de quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, em frente ao Palácio Legislativo, sede do Congresso Nacional, em Tegucigalpa.
Momento do ataque e ferimentos
O incidente aconteceu enquanto a parlamentar concedia entrevistas a jornalistas e conversava com apoiadores. Imagens registradas no local mostram o momento exato em que um objeto é arremessado contra o grupo e explode próximo à cabeça de López. O artefato causou chamas e um forte estrondo, atingindo-a na região da nuca.
Segundo informações da imprensa local, a deputada encontra-se em condição estável, mas apresenta queimaduras, danos auditivos e suspeita de fraturas. Outros parlamentares que estavam ao seu lado no momento da explosão sofreram ferimentos leves.
Cenário de tensão política pós-eleitoral
O ataque ocorre em um contexto de alta tensão política em Honduras. O episódio aconteceu horas antes de uma votação no Congresso sobre um pedido de recontagem dos votos das eleições presidenciais de 30 de novembro de 2025, eleição marcada por denúncias de fraude.
O pleito teve como vencedor, por margem apertada, o candidato direitista Nasry Asfura, também do Partido Nacional e apoiado pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A posse de Asfura está marcada para o dia 27 de janeiro.
Reações e investigações
Lideranças políticas de diversas siglas condenaram veementemente o atentado. O presidente do Congresso, Luis Redondo, determinou a abertura de uma investigação e solicitou a análise das imagens das câmeras internas do Legislativo e do sistema da polícia para identificar o autor do lançamento do explosivo.
"Nenhum ato de violência será tolerado dentro do prédio legislativo ou contra qualquer membro do Parlamento", declarou Redondo. O presidente eleito, Nasry Asfura, pediu calma e afirmou que episódios como esse "não podem acontecer", especialmente às vésperas de sua posse.
Tomás Zambrano, chefe da bancada do Partido Nacional, afirmou que os opositores ao antigo governo esquerdista vinham sendo alvos de ataques e cobrou uma atuação mais firme das Forças Armadas e da Polícia Nacional para garantir a segurança no Congresso. Ele classificou o momento como um dos mais críticos da história recente de Honduras e defendeu que o atentado não fique impune.