DEA dos EUA designa presidente colombiano Gustavo Petro como 'alvo prioritário' em investigação
DEA dos EUA designa Petro como 'alvo prioritário' em investigação

Presidente colombiano é alvo prioritário da DEA em investigação criminal nos EUA

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, foi oficialmente designado como "alvo prioritário" pela Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), conforme revelou um registro acessado pela agência Associated Press. A informação, divulgada nesta sexta-feira (20), aponta que Petro está sob investigação criminal por pelo menos dois escritórios de procuradores federais americanos, de acordo com o jornal New York Times.

Suspeitas envolvem narcotráfico e financiamento de campanha

As investigações, ainda em fase inicial, estão sendo conduzidas pelos escritórios dos procuradores de Manhattan e do Brooklyn, ambos localizados em Nova York. As suspeitas giram em torno de possíveis encontros de Petro com traficantes de drogas e se sua campanha presidencial solicitou doações desses criminosos, conforme fontes familiarizadas com o assunto citadas pelo Times.

Procurado pela Reuters, o porta-voz do Ministério Público Federal em Manhattan recusou-se a comentar o caso. Até o momento, nem a Presidência da Colômbia nem o MPF do Brooklyn responderam às solicitações de esclarecimento.

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Encontro tenso com Trump antecedeu investigações

O caso surge após um encontro marcado por tensões entre Petro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No início de fevereiro, os dois líderes se reuniram na Casa Branca, após meses de trocas públicas de acusações, ameaças e insultos. Entre os principais temas discutidos estava o combate ao narcotráfico.

Trump havia acusado publicamente Petro de envolvimento com o tráfico de drogas, sugeriu uma operação militar contra a Colômbia e chegou a afirmar que uma ofensiva "soa bem". Em resposta, Petro chamou Trump de "senil" e alegou que as acusações eram uma retaliação por ter se recusado a atender interesses econômicos americanos. O presidente colombiano também criticou a operação que capturou o ditador venezuelano Nicolás Maduro.

Este desenvolvimento coloca Petro em uma posição delicada, com investigações federais dos EUA avançando enquanto ele enfrenta desafios políticos internos e externos. O caso pode ter implicações significativas para as relações bilaterais entre Colômbia e Estados Unidos, especialmente em questões de segurança e cooperação antidrogas.

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