O investidor Nelson Tanure se manifestou após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026. Em nota, o empresário minimizou sua relação com o Banco Master, instituição financeira controlada por Daniel Vorcaro, classificando-a como estritamente comercial.
Operação da PF e posicionamento do empresário
Nelson Tanure foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal. A ação faz parte de investigações sobre investimentos realizados pelo empresário no Banco Master. Imediatamente após a operação, a defesa de Tanure divulgou uma nota oficial para se posicionar sobre o caso.
No comunicado, Tanure afirmou que mantinha "relações estritamente comerciais" com o banco, atuando sempre na condição de cliente ou aplicador. Ele destacou ainda que, "há bastante tempo", vinha reduzindo sua exposição financeira à instituição de Daniel Vorcaro.
Detalhes dos investimentos e riscos assumidos
O empresário procurou tranquilizar o mercado sobre eventuais prejuízos. Segundo ele, os valores que eventualmente ainda permanecem aplicados no Banco Master "correspondem a perdas suportáveis, próprias de operações de tomadores de risco". A declaração sugere que Tanure já teria provisionado ou aceitado a possibilidade de perdas com esses investimentos.
Os números envolvidos são vultosos. Desde 2020, Nelson Tanure aportou cerca de 2,5 bilhões de reais no Banco Master. Esse capital foi injetado por meio da compra de debêntures da Banvox, uma empresa de participações que tinha como foco exclusivo investir na instituição financeira.
Contexto e próximos passos
A operação da PF ocorre em um momento em que Nelson Tanure está envolvido em outra movimentação significativa no mercado: a tentativa de aquisição da empresa de medicina diagnóstica Alliar. O fato de ser alvo de uma busca e apreensão pode impactar suas tratativas comerciais e sua imagem perante investidores.
As investigações que levaram à ação policial devem continuar, e as declarações de Tanure agora integram o conjunto de provas e elementos analisados pelas autoridades. O caso coloca sob os holofotes as relações entre grandes investidores e instituições financeiras, destacando os riscos e os escrutínios inerentes a essas operações.
O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, e a Polícia Federal ainda não se pronunciaram publicamente com novos detalhes sobre as motivações específicas da operação desta quarta-feira. O mercado aguarda desenvolvimentos.