Operação da PF desarticula esquema de fraudes milionárias contra bancos públicos em São José dos Campos
A Polícia Federal (PF) anunciou, nesta quarta-feira (4), a investigação de um grupo criminoso sediado em São José dos Campos, no interior de São Paulo, especializado em cometer fraudes milionárias contra instituições financeiras públicas. A ação policial, batizada de Operação German Parking, foi deflagrada no início da manhã com o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em uma residência da cidade.
Esquema sofisticado de fraudes digitais
De acordo com as investigações da PF, os suspeitos utilizavam documentos falsificados e artifícios fraudulentos para abrir contas em bancos digitais e realizar transferências bancárias ilícitas. O método principal envolvia o pagamento de boletos com valores desviados, configurando um esquema complexo de lavagem de dinheiro.
Além disso, os investigadores identificaram fraudes envolvendo cartões pré-pagos e a aquisição de imóveis com recursos de origem duvidosa. A evolução patrimonial dos investigados foi considerada incompatível com os rendimentos declarados, levantando suspeitas de enriquecimento ilícito.
Prejuízos milionários e crimes investigados
As atividades fraudulentas do grupo causaram prejuízos milionários a duas grandes instituições públicas: a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. A PF destacou que os crimes em investigação incluem:
- Furto mediante fraude cometido por meio de dispositivo eletrônico ou informático
- Associação criminosa para a prática de delitos financeiros
As penas previstas para esses crimes podem chegar a 12 anos de prisão, conforme o Código Penal brasileiro. A operação visa desarticular completamente a organização e recuperar parte dos valores desviados.
Detalhes da operação e próximos passos
A ação policial foi coordenada pela Superintendência Regional da PF em São Paulo e contou com a colaboração de peritos em crimes digitais. O casal apontado como chefe da associação criminosa foi alvo dos mandados judiciais, mas a PF não divulgou nomes para não prejudicar as investigações em andamento.
Os bancos envolvidos foram contactados para esclarecimentos, mas até o momento da última atualização desta reportagem, não haviam se manifestado oficialmente sobre o caso. A PF continua coletando provas e analisando transações financeiras para ampliar o escopo da investigação.