Operação Macondo desarticula esquema de agiotagem com juros de 25% ao dia e bloqueia R$ 1 milhão
A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) realizou nesta quinta-feira (5) a terceira fase da Operação Macondo, resultando na prisão de 14 suspeitos envolvidos em um esquema milionário de agiotagem. As investigações apontam que o grupo cobrava juros abusivos de até 25% ao dia e ameaçava vítimas, principalmente pequenos comerciantes e trabalhadores informais. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1 milhão nas contas dos investigados, enquanto nove pessoas seguem foragidas.
Detalhes da operação e modus operandi criminoso
As prisões ocorreram em diversas localidades, incluindo Teresina, no Norte e Sul do Piauí, e em Petrolina (PE). Segundo o superintendente de Operações Integradas da SSP-PI, delegado Matheus Zanatta, a ação tem como objetivo reprimir a prática de empréstimos com juros exorbitantes e o uso de violência física e moral contra devedores e seus familiares. O grupo funcionava como uma franquia criminosa, com divisão de tarefas e envio do dinheiro arrecadado para um líder central.
As investigações revelaram que os suspeitos tinham movimentações financeiras em valores milionários que não correspondiam às rendas declaradas, indicando a origem ilícita dos recursos. Além das prisões, as forças de segurança cumpriram 27 mandados de busca e apreensão em cidades como Teresina, Campo Maior, Esperantina, Floriano, Oeiras, Amarante, Picos, Timon (MA) e Tianguá (CE).
Contexto histórico e impacto social
A Operação Macondo foi iniciada em 2025 contra colombianos e venezuelanos acusados de cobrar dívidas com juros superiores a 30%. O grupo distribuía panfletos oferecendo empréstimos e exigia o pagamento de multas diárias de até R$ 70, explorando economicamente pessoas em situação de vulnerabilidade. O delegado Matheus Zanatta destacou que "são organizações criminosas que atuam à margem da lei, utilizando coerção e intimidação", e enfatizou o compromisso da SSP-PI em desarticular essas estruturas.
O bloqueio de R$ 1 milhão visa congelar bens e quantias que possam ter origem na agiotagem, assegurando que os recursos não sejam utilizados para financiar outras atividades ilícitas. Esta operação reforça a importância do combate ao crime financeiro e a proteção de cidadãos contra práticas predatórias no mercado de empréstimos.