Empresário da Zoomp terá imóveis leiloados por dívida de R$ 1,4 mi com Banco do Brasil
Leilão de bens de empresário da Zoomp por dívida milionária

O empresário e estilista Renato Kherlakian, fundador da extinta marca de jeans Zoomp, enfrenta a penhora e leilão de dois de seus imóveis. A medida é uma consequência de uma dívida milionária contraída em nome da empresa e não quitada junto ao Banco do Brasil, em um processo judicial que se arrasta há mais de quinze anos.

Uma dívida de longa data

A origem do conflito remonta a um empréstimo no valor de R$ 1.436.754,14, solicitado por Kherlakian em nome da Zoomp. A primeira parcela do financiamento venceria em janeiro de 2009. Com o não pagamento da dívida, o Banco do Brasil acionou a Justiça.

Já em 2006, o estilista havia assinado um contrato de confissão de dívida com a instituição, reconhecendo a inadimplência. O processo judicial foi formalmente iniciado em 2008, quando o banco obteve o bloqueio de bens do executado.

A defesa e a decisão judicial

A defesa de Renato Kherlakian tentou reverter a penhora com dois argumentos principais. Primeiro, alegou que os imóveis localizados em Tamboré, bairro nobre da Grande São Paulo, constituíam bem de família, pois serviam de moradia para ele e suas filhas.

Em segundo lugar, os advogados contestaram os juros cobrados pelo Banco do Brasil, classificando-os como abusivos. No entanto, a Justiça não acatou os pedidos da defesa. Os recursos foram negados, mantendo a decisão de penhorar os bens para quitar o débito.

Leilão marcado para fevereiro de 2026

Com a batalha judicial esgotada, a justiça determinou a realização do leilão dos dois imóveis. O leilão terá início no dia 2 de fevereiro de 2026 e seu encerramento está previsto para 5 de fevereiro do mesmo ano.

Este capítulo finaliza um longo episódio que acompanhou a trajetória da marca Zoomp, outrora um nome expressivo no mercado brasileiro de jeans, que posteriormente foi à falência. O caso serve como um exemplo dos desdobramentos jurídicos e financeiros que podem persistir por anos após o encerramento das atividades de uma empresa.