Funcionárias de supermercado em Mato Grosso são indiciadas por desvio de R$ 80 mil via PIX
Duas funcionárias de um supermercado em Pontes e Lacerda, município localizado a 483 quilômetros de Cuiabá, foram formalmente indiciadas nesta quarta-feira, 4 de setembro, por desviarem cerca de R$ 80 mil dos cofres do estabelecimento comercial onde trabalhavam. As mulheres, com idades de 31 e 26 anos, atuavam no setor de televendas e utilizavam transferências bancárias via PIX para direcionar os valores diretamente para suas contas pessoais, conforme apurou a polícia.
Esquema fraudulento descoberto após denúncia do proprietário
O caso veio à tona em dezembro do ano passado, quando o proprietário do supermercado registrou um boletim de ocorrência após identificar diversas inconsistências nas operações de televendas. A investigação policial, iniciada imediatamente, revelou um método elaborado de fraude: as funcionárias enviavam listas de compras aos clientes, que posteriormente retiravam as mercadorias no local. No entanto, o pagamento era realizado através de PIX para as contas bancárias pessoais das suspeitas, em vez de ser direcionado ao caixa do supermercado.
Após a entrega dos produtos, elas registravam cancelamentos de vendas ou devoluções no sistema interno da empresa, simulando que os itens haviam retornado ao estoque. Essa manobra permitia que o desvio permanecesse oculto por um período considerável, até que as discrepâncias financeiras chamaram a atenção da administração.
Fraudes concentradas em compras de alto valor e clientes externos
De acordo com as autoridades, as fraudes eram predominantemente realizadas em transações de alto volume, como a venda de caixas de cerveja e outros itens em grande quantidade. A escolha por esses produtos não foi aleatória: a maioria dos clientes envolvidos nessas compras não era residente na cidade, realizando os pedidos à distância, o que facilitava a aplicação do esquema fraudulento sem levantar suspeitas imediatas.
As investigações apontam que essa prática se estendeu por vários meses, resultando em um prejuízo acumulado de aproximadamente R$ 80 mil para o estabelecimento. As duas funcionárias são consideradas suspeitas de furto qualificado, uma modalidade criminal que agrava a pena devido à violação de confiança inerente à relação de emprego.
Processo encaminhado ao Ministério Público e à Justiça
Com a conclusão do inquérito policial, o caso foi oficialmente encaminhado ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso e à Justiça local para as devidas providências legais. As acusadas agora aguardam o andamento processual, que determinará as possíveis sanções penais e cíveis decorrentes de suas ações.
Este incidente destaca a importância de mecanismos robustos de controle interno em empresas, especialmente em setores como televendas, onde transações à distância podem criar vulnerabilidades. A polícia reforça a necessidade de supervisão constante e auditorias regulares para prevenir e detectar irregularidades financeiras em estabelecimentos comerciais.



