Ex-goleiro Doni é processado nos EUA por golpes com investimentos imobiliários
Ex-goleiro Doni processado por golpes imobiliários nos EUA

Ex-goleiro Doni enfrenta processos nos EUA por acusações de golpes em investimentos imobiliários

A empresa D32 Wholesale, pertencente ao ex-goleiro da Seleção Brasileira Doniéber Alexander Marangon, conhecido como Doni, tornou-se alvo de reclamações e ações judiciais nos Estados Unidos. As acusações envolvem a não entrega de imóveis construídos na Flórida e a falta de reembolso de valores pagos por investidores, gerando transtornos urbanos e prejuízos financeiros.

Detalhes dos contratos e reclamações

Segundo reportagens da imprensa local, a D32 Wholesale, que atua no mercado imobiliário norte-americano com sócios brasileiros, incluindo Doni e Werner Macedo, captava recursos prometendo rendimentos de até 15% ao ano. Um contrato acessado pelo g1, firmado em setembro de 2021, previa a construção de uma casa por quase US$ 200 mil em Dunnellon, Flórida, com prazo de entrega de dois anos. O documento estabelecia pagamentos em etapas e garantias, como a devolução de valores em caso de rescisão sem justa causa.

No entanto, investidores alegam que a empresa não cumpriu os acordos. Em um caso específico, compradoras moveram uma ação para reembolsar mais de US$ 59 mil, equivalente a aproximadamente R$ 306 mil, após a não entrega da casa. Moradores de Palm Bay também relataram imóveis abandonados, causando incômodos na comunidade.

Andamento do processo judicial

O Tribunal do Condado de Orange, na Flórida, realizou uma audiência em fevereiro com advogados da empresa e das vítimas, marcando depoimentos para maio. Anteriormente, a Justiça americana ameaçou prender os sócios da D32 devido ao não comparecimento em sessões obrigatórias. Em janeiro, um juiz determinou uma nova audiência sob pena de prisão, mas a empresa apresentou um novo representante legal que participou do encontro virtual.

A reportagem entrou em contato com o escritório que defende os empresários, mas não obteve resposta até o fechamento desta notícia. As acusações destacam riscos em investimentos internacionais e a responsabilidade de figuras públicas em negócios empresariais.