A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (5) um jovem suspeito de tráfico de drogas em Ribeirão Preto (SP) que utilizava um 'cardápio virtual' para agilizar as vendas nas redes sociais. O suspeito foi detido enquanto saía de um apartamento onde foram encontrados diversos tipos de entorpecentes e embalagens, e que era usado exclusivamente para a prática criminosa, segundo o delegado Diógenes Santiago Netto, da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise).
Cardápio interativo
'Trata-se de um cardápio que inclusive é divulgado por redes sociais, principalmente WhatsApp, um cardápio interativo onde o usuário escolhia a droga, já clicava no link e já gerava o direcionamento para que fosse feito o pedido', explica o delegado.
As autoridades pediram a prisão preventiva do jovem, que inicialmente responde por tráfico de drogas. O delegado informou que as investigações prosseguem para identificar outras pessoas envolvidas. 'O próximo passo é sempre esse, linkar o fornecedor e os demais sócios nesse esquema de venda de drogas porque a gente suspeita que ele não agia sozinho.'
Investigação e apreensão
Segundo Netto, o suspeito já vinha sendo investigado pela Polícia Civil por vender drogas para o público universitário em Ribeirão Preto e por usar um apartamento próximo a uma universidade para facilitar as práticas. 'Não tinha roupas, não tinha habitualidade de moradia no local, apenas separação das drogas e fracionamento.'
Com viaturas descaracterizadas, agentes foram até o local nesta terça-feira, onde encontraram o suspeito deixando o imóvel com uma bolsa, onde havia drogas. Abordado, ele confirmou que havia mais entorpecentes no interior do imóvel.
'Temos uma grande variedade de maconha, desde a maconha prensada, skank, dry, ice, colombinha, temos também uma grande variedade de drogas sintéticas de uma grande diversidade de comprimidos, podemos ver até, pelos diferentes formatos, diferentes cores, diferentes nomes, inclusive diferentes nomes de maconha, que eram colocados em potes, pesados, e separados para os clientes.'
No local também havia embalagens e um laptop, suspeito de ser usado para o recebimento dos pedidos pela internet. 'Ele fazia a manipulação das drogas, que às vezes chegam até a granel, em formatos de tijolos, eram divididas, embaladas, muitas vezes temos até a presença de um notebook indicando que o pedido era recebido ali mesmo, processado, ele fazia a separação da droga e posteriormente ia fazer a entrega.'



