Mestre de jiu-jitsu é acusado de assediar sexualmente alunas adolescentes em SP
Mestre de jiu-jitsu acusado de assédio sexual a alunas

O mestre de jiu-jitsu Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão, foi preso temporariamente em Manaus (AM) no dia 27 de abril, acusado de crimes sexuais contra alunas adolescentes. A prisão foi decretada pela Justiça de São Paulo após investigação da Polícia Civil, que apura denúncias de ameaça, importunação sexual e estupro de vulnerável envolvendo ao menos três vítimas.

Desabafo da vítima

Uma das vítimas, menor de idade, usou as redes sociais para relatar os abusos sofridos. Em um post que viralizou, ela declarou: 'Não foi só meu corpo que foi violado, mas também a minha saúde mental'. A atleta, que treinava com Galvão em Jundiaí (SP), contou que sofreu 'tortura psicológica, pressão e coação' e que o treinador tentou silenciá-la. 'Como todo abusador, ele tentou me calar. Tentou calar a minha família também. Ameaçou meus sonhos, minha carreira, disse que eu não teria mais oportunidades no esporte', escreveu.

O crime ocorreu em fevereiro de 2026, e mesmo com a investigação em sigilo, as perseguições continuaram. A vítima afirmou que o treinador tentou inverter a situação, fazendo-a acreditar que a culpa era dela. O post recebeu mais de mil comentários de apoio e termina com um apelo: 'Você que também foi vítima não se cale. Você não tem culpa. Denuncie'.

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Outras vítimas e investigação

A reportagem do Fantástico trouxe à tona denúncias de manipulação e abuso sexual de menores. Uma jovem, hoje maior de idade, afirmou ter sido abusada dos 12 anos até a adolescência. A investigação da 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Paulo reuniu denúncias de ao menos três vítimas. Uma gravação apresentada pelos denunciantes mostra Galvão admitindo indiretamente o ocorrido e tentando evitar que o caso fosse adiante com promessa de compensação financeira.

Durante a apuração, outras duas possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados. Uma delas afirmou ter 12 anos na época dos fatos. A polícia cumpriu mandados de busca na casa do treinador em Jundiaí, mas ele se entregou em Manaus, onde permanece preso.

Repercussão

O caso gerou forte repercussão na comunidade do jiu-jitsu. Mica Galvão, filho de Melqui e multicampeão da modalidade, usou as redes sociais para se manifestar. Ele afirmou que vive um momento difícil e defendeu que o caso seja apurado com rigor. 'Meu pai foi quem me colocou no tatame pela primeira vez ainda criança. Foi ele quem me ensinou a lutar, a competir, a respeitar o adversário e a ter caráter', escreveu.

A Polícia Civil do Amazonas informou que as investigações continuam em Manaus, com depoimentos presenciais e virtuais. O suspeito aguarda decisão judicial para ser transferido a um presídio em São Paulo. A defesa de Melqui Galvão não foi localizada.

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