Golpe do Falso Intermediário: Quatro Mulheres Presas em Cuiabá e DF
Golpe do Falso Intermediário: Quatro Mulheres Presas

Golpe do Falso Intermediário: Quatro Mulheres Presas em Cuiabá e Distrito Federal

Quatro mulheres, entre elas a proprietária de um salão de beleza, foram presas nesta sexta-feira (27), suspeitas de aplicar golpes conhecidos como "falso intermediário" em Cuiabá e no Distrito Federal. De acordo com a Polícia Civil, as investigadas anunciavam a intermediação de vendas de veículos que, na realidade, não pertenciam a elas, enganando compradores em plataformas online.

Vítima Perde Mais de R$ 76 Mil em Compra de Carro de Luxo

As investigações tiveram início após uma vítima do Distrito Federal perder mais de R$ 76 mil ao tentar adquirir um carro de luxo anunciado em uma plataforma digital. A suspeita utilizou uma identidade falsa para intermediar a negociação de um veículo que pertencia a outra pessoa, sem qualquer ligação com o esquema fraudulento. Conforme a polícia, ao induzir a vítima ao erro, a criminosa direcionava o pagamento para a conta de uma integrante do grupo.

A prática criminosa, recorrente em sites de compra e venda online, envolve o golpista se colocando entre comprador e vendedor legítimos, manipulando informações e desviando o valor da transação. Esse modus operandi tem se tornado comum, explorando a confiança dos consumidores em transações digitais.

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Salão de Beleza em Cuiabá Era Base Operacional do Esquema

Durante as investigações, os policiais identificaram que os acessos utilizados nas fraudes partiam de um salão de beleza em Cuiabá, considerado a base operacional do grupo criminoso. A dona do estabelecimento, que já tinha histórico criminal por estelionato, possuía 56 chaves Pix cadastradas, sendo 39 delas aleatórias, indicando a sofisticação do esquema.

No mesmo local, outra mulher teve seu número de telefone vinculado aos aparelhos usados para aplicar os golpes e habilitar linhas com dados falsos, inclusive em nome da própria vítima. Uma das integrantes foi apontada como a "primeira conteira", responsável por receber os valores ilícitos e repassar parte do montante para outras envolvidas.

Antecedentes Criminais e Movimentações Financeiras Suspeitas

Outra suspeita detinha 22 chaves Pix cadastradas e antecedentes por estelionato em Sergipe, demonstrando um padrão de atividades fraudulentas. Uma quarta mulher apresentou movimentação financeira atípica superior a R$ 240 mil em um curto período, o que, segundo a polícia, indicaria lavagem de dinheiro proveniente de múltiplos golpes.

Além das prisões, a operação incluiu cinco mandados de busca e apreensão, com a polícia seguindo as investigações para identificar outros possíveis envolvidos no esquema. As autoridades alertam para a importância de verificar a legitimidade de intermediários em transações online, especialmente em negócios de alto valor.

Este caso reforça os riscos associados a fraudes digitais e a necessidade de maior vigilância por parte dos consumidores e das plataformas de comércio eletrônico. A Polícia Civil continua atuando para desmantelar redes criminosas que exploram vulnerabilidades no ambiente virtual.

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