Novo vídeo expõe contradição de adolescente no caso do cão Orelha em SC
Vídeo expõe contradição de adolescente no caso do cão Orelha

Novo vídeo expõe contradição de adolescente no caso do cão Orelha em Santa Catarina

A Polícia Civil de Santa Catarina (PC-SC) divulgou um novo vídeo que expõe uma contradição significativa no depoimento do adolescente indiciado pela morte do cão Orelha, um cachorro comunitário da Praia Brava, no norte de Florianópolis. As imagens de câmeras de segurança mostram o garoto saindo e voltando ao condomínio no dia do incidente, embora ele tenha afirmado em seu depoimento que não saiu do local naquele período.

Investigação e conclusão da apuração

Nesta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, a PC-SC anunciou a conclusão da apuração do caso. Por se tratar de um menor de idade, a polícia solicitou a internação provisória do adolescente por atos infracionais análogos ao crime de maus-tratos. O vídeo recém-divulgado corrobora outros elementos da investigação, incluindo testemunhas e provas adicionais coletadas durante o processo.

Quando a investigação identificou os suspeitos, o adolescente estava em viagem ao exterior. Ao retornar ao Brasil, ele foi interceptado no aeroporto pelas autoridades. Além disso, outros três adultos foram indiciados no caso por coação a testemunha, aumentando a complexidade do inquérito.

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Detalhes do caso Orelha e outros incidentes

Orelha era um cachorro comunitário que vivia na Praia Brava, em Florianópolis. Em 4 de janeiro de 2026, ele foi encontrado gravemente ferido e levado a uma clínica veterinária, onde acabou morrendo. A perícia realizada no animal revelou que ele sofreu uma pancada na cabeça, possivelmente causada por um chute ou objeto rígido, o que levou à sua morte.

A investigação apontou que o adolescente em questão era o responsável pelo ataque a Orelha. Em um desdobramento relacionado, outros quatro garotos também foram indiciados por maltratar outro cão, chamado Caramelo, na mesma região. Eles tentaram afogar o animal no mar e o atiraram por cima de um muro de 1,5 metro de altura. A Polícia Civil os indiciou por atos infracionais análogos a maus-tratos, destacando um padrão de comportamento preocupante na área.

Tentativas de ocultação e contexto familiar

Segundo a Polícia Civil, familiares do adolescente tentaram esconder peças de vestuário dele durante a investigação. Eles também tentaram justificar que o moletom que o garoto usava no dia da morte do cão Orelha havia sido comprado durante sua viagem ao exterior, em uma possível tentativa de alterar a cronologia dos eventos.

Este caso tem gerado ampla repercussão na comunidade local e nas redes sociais, levantando debates sobre os direitos dos animais e a responsabilidade de jovens e adultos em atos de violência contra seres indefesos. A divulgação do vídeo reforça a importância de evidências concretas em investigações criminais, especialmente em situações envolvendo contradições nos depoimentos.

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