Polícia investiga suspeito de agredir cães em Ribeirão Preto; uma das vítimas foge de abrigo
A polícia está investigando um homem suspeito de agredir dois cachorros em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O caso, que ganhou repercussão após vídeos feitos por moradores flagrarem as agressões, tomou um novo rumo quando uma das cachorras resgatadas fugiu da Divisão de Bem-Estar Animal (DBEA) nesta quinta-feira (26).
Fuga e buscas pela cachorra Lilica
Lilica, a cachorrinha de pele branca, escapou do espaço de acolhimento onde estava recebendo atendimento veterinário junto com outra cachorra, após serem retiradas da residência do suspeito. Uma força-tarefa com equipes da Divisão de Bem-Estar Animal e da Guarda Civil Metropolitana (GCM) foi montada para tentar localizá-la no bairro Adelino Simioni. Até o momento, ela não havia sido encontrada, mas a Gerência de Bem-Estar Animal confirmou que uma equipe da GCM identificou a área verde onde o animal se encontra e segue em busca para realizar a captura com segurança.
Depoimento do suspeito e relatos de moradores
O tutor das cachorras, Thallison Henrique Soares da Silva, de 29 anos, foi levado à delegacia, prestou depoimento e foi liberado. Ele alegou que agiu para separar uma briga entre os animais. "Foi um mal-entendido. Na verdade, elas começaram a brigar, daí fui tentar separar, só que elas grudam uma na outra. Quando pego a pretinha, ela mordeu minha mão, foi na hora em que solto ela no chão", disse ele, acrescentando que os animais são bem cuidados, com veterinário e tosa mensal.
No entanto, segundo Mário Eduardo Luchetti, subcomandante da Guarda Civil Metropolitana, moradores relataram que as agressões eram constantes. "Ele disse que [os animais] não conseguiam conviver em harmonia, então a maneira de corrigi-los, ele encontrou sendo essa. Mas os relatos, segundo os moradores, são de que as agressões eram constantes", afirmou Luchetti, destacando a discrepância entre a versão do suspeito e os testemunhos da comunidade.
Contexto do caso e encaminhamentos
O flagrante das agressões ocorreu no dia 17 de março, quando vídeos feitos por moradores de um condomínio capturaram o momento em que o homem deu chutes e arremessou os animais contra o chão. Após o incidente, os dois cachorros foram encaminhados para o DBEA para receber atendimento veterinário, antes de serem devolvidos à família, conforme procedimento padrão em casos de maus-tratos investigados.
A situação se complicou com a fuga de Lilica, levantando preocupações sobre o bem-estar do animal e a eficácia dos sistemas de proteção. As autoridades continuam monitorando o caso, com a polícia mantendo a investigação aberta para apurar a veracidade das alegações e possíveis responsabilidades criminais.
Enquanto isso, a busca pela cachorra perdida mobiliza recursos públicos, refletindo a importância da vigilância comunitária e da ação rápida em casos de violência contra animais. O episódio serve como alerta para a necessidade de fortalecer as políticas de bem-estar animal e a aplicação das leis de proteção, garantindo que situações como essa não se repitam.



