Sapo-cururu resgatado com boca colada é tratado e devolvido à natureza em Volta Redonda
Um sapo-cururu (Rhinella marina) que foi encontrado com a boca colada em uma residência no bairro Colônia Santo Antônio, em Barra Mansa, passou por tratamento e foi devolvido à natureza nesta quinta-feira (5) pela equipe do Parque Zoológico Municipal de Volta Redonda (Zoo-VR). O animal havia sido resgatado e entregue ao zoológico pela Brigada Florestal de Barra Mansa na última terça-feira (3), após uma moradora localizar o anfíbio dentro de sua casa e solicitar ajuda ao perceber a condição crítica em que ele se encontrava.
Procedimento de tratamento e soltura controlada
De acordo com o médico-veterinário do Zoo-VR, João Gabriel de Souza Silva, o sapo-cururu foi submetido a um procedimento para descolar sua boca, que durou aproximadamente 48 horas. Após o tratamento bem-sucedido, o animal foi solto em uma área controlada e acompanhada, garantindo sua segurança e adaptação ao ambiente natural. O coordenador da Brigada Florestal de Barra Mansa, Denilson Sicupira, destacou a importância da ação rápida da moradora, que permitiu o resgate oportuno e o início do tratamento veterinário.
Caso configura crime ambiental com penalidades severas
O ato de colar a boca de um sapo é enquadrado na Lei de Crimes Ambientais do Brasil, especificamente no artigo 32 da Lei nº 9.605/1998. Esta legislação proíbe ferir, mutilar ou abusar de animais silvestres, nativos ou exóticos, incluindo anfíbios como o sapo-cururu. As penalidades para tal crime podem variar entre:
- Detenção de três meses a um ano
- Aplicação de multa
- Aumento da pena em um sexto a um terço se resultar na morte do animal
Especialistas alertam que ações como essa não apenas causam sofrimento aos animais, mas também perturbam o equilíbrio ecológico local, uma vez que os sapos-cururus desempenham papéis importantes no controle de pragas e na cadeia alimentar.
Canais de denúncia para casos semelhantes nas cidades envolvidas
Para situações envolvendo maus-tratos a animais silvestres, as autoridades recomendam que a população entre em contato com os órgãos competentes. Em Volta Redonda, as denúncias podem ser feitas através do número 156, da Central de Atendimento Único (CAU). Já em Barra Mansa, a Brigada Ambiental está disponível para atendimento pelo telefone (24) 2106-3406. A rápida comunicação com esses serviços é crucial para garantir o resgate eficiente e o tratamento adequado dos animais afetados, além de contribuir para a aplicação da lei contra os responsáveis por crimes ambientais.
Este caso serve como um alerta sobre a necessidade de conscientização e respeito à fauna silvestre, reforçando que atos de crueldade contra animais não apenas são moralmente reprováveis, mas também sujeitos a consequências legais significativas.



