Operação ambiental prende três suspeitos por venda ilegal de animais em Duque de Caxias
Uma ação integrada de fiscalização resultou na prisão de três indivíduos envolvidos no comércio irregular de animais silvestres durante uma feira realizada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, neste domingo (15). A operação, que mobilizou múltiplos órgãos ambientais e de segurança, teve como objetivo coibir a venda ilegal de espécies protegidas, uma prática que coloca em risco a biodiversidade e submete os animais a condições inadequadas.
Iguana morre durante apreensão e pássaros exóticos são resgatados
Durante os procedimentos de fiscalização, os agentes ambientais depararam-se com uma cena trágica: uma iguana, que estava sendo comercializada de forma irregular, não resistiu às condições de estresse e veio a falecer. Além disso, a operação permitiu a apreensão de diversos pássaros exóticos e outros animais silvestres que eram mantidos em cativeiro sem a devida autorização, destinados ao comércio ilegal.
Os suspeitos foram conduzidos à 59ª Delegacia de Polícia (DP) de Caxias, onde o caso foi formalmente registrado. Enquanto isso, os animais resgatados passaram por avaliação inicial e receberam os primeiros cuidados por equipes especializadas dos órgãos ambientais responsáveis, que garantirão sua recuperação e possível reintrodução ao habitat natural.
Colaboração entre órgãos ambientais e denúncias da sociedade civil
A operação contou com a participação de uma ampla rede de instituições, incluindo o Cepam, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Polícia Ambiental, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
A iniciativa foi desencadeada após a Comissão de Defesa dos Animais da Alerj receber denúncias da população, que alertaram sobre as atividades irregulares na feira. A comissão articulou a ação integrada, demonstrando a importância da colaboração entre órgãos públicos e a sociedade civil no combate a crimes ambientais.
Compromisso com fiscalizações contínuas e proteção da fauna
De acordo com os organizadores da operação, novas ações de fiscalização estão planejadas para continuar sendo realizadas em diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro. O objetivo é coibir feiras ilegais e o comércio irregular de animais, protegendo espécies silvestres e promovendo a conscientização sobre a importância da preservação ambiental.
Esta operação reforça o compromisso das autoridades em combater práticas que ameaçam a fauna brasileira, destacando a necessidade de vigilância constante e medidas punitivas para desencorajar atividades ilegais. A morte da iguana serve como um alerta sobre os riscos enfrentados por animais em situações de comércio irregular, enfatizando a urgência de ações preventivas e educativas.



