Polícia Civil finaliza investigações sobre morte do cão Orelha em Florianópolis
A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu, na última sexta-feira (26), todas as diligências solicitadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) sobre o caso da morte do cão Orelha, ocorrida em Florianópolis. As apurações, que totalizaram 122 atos investigativos, reforçam as conclusões iniciais do inquérito, segundo a corporação policial.
Detalhes das diligências realizadas
Foram cumpridas as 35 diligências específicas solicitadas pelo MPSC, além de outras 26 ações de investigação e 61 diligências complementares. Entre os procedimentos mais relevantes, destacou-se a exumação do corpo do animal, realizada no dia 11 de fevereiro, para a produção de um novo laudo pericial.
O caso mobilizou uma equipe significativa de profissionais, incluindo 15 policiais civis e 5 policiais científicos, com apoio de diversas unidades especializadas como a DEACLE, DPA, Diretoria de Inteligência, Ciber Lab da Polícia Civil, Delegacia do Aeroporto, Força-Tarefa e Polícia Científica.
Contexto do caso e comoção social
O cão Orelha vivia na região da Praia Brava, área turística de Florianópolis, e foi agredido no dia 4 de janeiro. Encontrado por moradores no dia seguinte, o animal foi levado a um veterinário, mas não resistiu aos ferimentos. A morte causou grande comoção na comunidade local, gerando ampla repercussão nas redes sociais.
Quando o inquérito foi inicialmente concluído, em 3 de fevereiro, a Polícia Civil apontou um adolescente como responsável pelas agressões e solicitou sua internação. No entanto, a decisão judicial foi postergada até a conclusão das novas diligências.
Solicitações do Ministério Público
O MPSC havia solicitado investigações adicionais alegando que o material inicial apresentava lacunas que impediam uma conclusão segura. Entre as demandas, estava a identificação de suspeitos em vídeo por parte do porteiro e do vigilante, testemunhas do caso, além de narrativas mais detalhadas dos eventos.
O Ministério Público também requereu que o porteiro explicasse como soube da morte do animal. Procurado, o MPSC afirmou que ainda não recebeu oficialmente os resultados das diligências concluídas pela Polícia Civil.
Andamento processual e próximos passos
O caso corre em segredo de justiça e agora aguarda a análise do material pelo Ministério Público, que deverá se pronunciar sobre as conclusões da investigação. A Polícia Civil mantém que as novas informações corroboram as constatações iniciais do inquérito, fortalecendo a acusação contra o adolescente indiciado.
Além do jovem, pais e tio dos adolescentes envolvidos também foram indiciados como suspeitos no decorrer das investigações, ampliando o escopo do caso que continua a mobilizar atenção pública e institucional na capital catarinense.



