Polícia detalha provas que apontaram adolescente como suspeito de agredir cão Orelha em Florianópolis
Polícia aponta adolescente como suspeito de agredir cão Orelha em SC

Polícia Civil esclarece elementos que levaram à identificação de suspeito em caso de agressão a cão comunitário

A investigação sobre a morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, região turística e nobre de Florianópolis, foi marcada por desafios e lacunas significativas. O inquérito, finalizado recentemente, apontou um adolescente como responsável pelas agressões que resultaram no óbito do animal. A Polícia Civil solicitou a internação provisória do jovem e o representou por ato infracional equivalente a maus-tratos. Além disso, três adultos ligados aos adolescentes foram indiciados sob suspeita de coação a uma testemunha durante o andamento das investigações.

Detalhes da investigação e conclusões principais

Inicialmente, a polícia divulgou que Orelha havia passado por eutanásia após as agressões, mas essa informação foi posteriormente descartada. O laudo da Polícia Científica revelou que o cão sofreu um golpe forte na cabeça, possivelmente causado por um chute ou objeto rígido como madeira ou garrafa, e faleceu devido ao agravamento dessa lesão. Apesar da ausência de imagens diretas do momento da violência, a polícia conseguiu reunir evidências circunstanciais para embasar suas conclusões.

Pontos-chave que sustentaram a acusação

Segundo a delegada Mardjoli Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal, a autoria foi estabelecida através do cruzamento de informações obtidas em câmeras de monitoramento, análise do deslocamento do animal e contradições nos depoimentos do adolescente. O jovem, por exemplo, afirmou ter permanecido na área da piscina do condomínio durante todo o período, mas imagens o mostram saindo e retornando ao local no intervalo em que as agressões ocorreram, por volta das 5h30 da manhã do dia 4 de janeiro.

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Medidas legais e envolvimento de outras partes

O delegado Renan Balbino, da Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei, explicou que a solicitação de internação provisória se baseou em requisitos do Estatuto da Criança e do Adolescente, incluindo a reiteração de atos infracionais pelo adolescente e a gravidade do caso. A polícia também descartou o envolvimento de outros três adolescentes inicialmente investigados, bem como da menina que aparece em vídeo acompanhando o suspeito, confirmando que ela não testemunhou as agressões.

Indiciamentos adicionais e contexto local

Os três adultos indiciados por coação a testemunha são pais e um tio dos adolescentes, incluindo empresários e um advogado. Eles são acusados de tentar interferir na investigação ameaçando um vigilante que possuía uma foto relevante para o caso. Além disso, a polícia esclareceu que o adolescente apontado como autor não tem relação com o caso do cão Caramelo, outro animal comunitário da Praia Brava que foi vítima de tentativa de afogamento por um grupo diferente de jovens.

Posição da defesa e próximos passos

O advogado Alexandre Kale, representante legal do adolescente, contestou a autoria, argumentando que há fragilidade nos indícios devido à falta de imagens diretas ou testemunhas oculares. A defesa apresentou um vídeo mostrando o cão andando após o horário das agressões, buscando questionar a cronologia dos eventos. O processo agora segue na Vara da Infância e Juventude, onde o juiz avaliará a aplicação de medidas socioeducativas.

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