Operação Ícaro fecha arena de rinha e resgata mais de 20 galos no Amazonas
Operação fecha arena de rinha e resgata galos no Amazonas

Operação Ícaro fecha arena de rinha clandestina e resgata mais de 20 galos no interior do Amazonas

A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, no último domingo (15), a Operação Ícaro, que resultou no fechamento de uma arena utilizada para promover rinhas de galo clandestinas no município de Pauiní, localizado no interior do estado. Durante a ação, foram resgatados 23 galos que eram explorados para a atividade ilegal, e 17 pessoas foram detidas no local.

Material apreendido e riscos sanitários identificados

De acordo com o delegado Renan Boina de Barbe, responsável pela operação, além das aves, os policiais encontraram no local dinheiro proveniente de apostas, anabolizantes veterinários e diversos materiais de combate utilizados nas rinhas. O delegado destacou que a operação identificou perigos sanitários significativos provocados por esses eventos clandestinos.

"Identificamos perigos sanitários provocados por esses eventos", afirmou o policial, alertando para os riscos à saúde pública e animal.

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Destino dos animais e procedimentos legais

Os galos resgatados foram imediatamente entregues à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) de Pauiní. No órgão, as aves passarão por uma inspeção detalhada para garantir que não estejam portando doenças que possam colocar em risco o ecossistema local. A polícia enfatizou que o confinamento de aves sem qualquer controle ou fiscalização de órgãos de defesa agropecuária facilita a propagação de doenças zoonóticas, como a Influenza Aviária (Gripe Aviária) e a Doença de Newcastle.

"Essas aglomerações clandestinas de aves, muitas vezes transportadas de forma irregular e mantidas em condições precárias, são vetores potenciais de doenças que podem atingir os animais da região e a população", explicou o delegado Renan Boina de Barbe.

Crimes imputados e liberação dos detidos

Os 17 indivíduos detidos durante a operação foram encaminhados à delegacia para prestarem esclarecimentos. Eles foram liberados após assinarem um termo de compromisso de comparecimento ao juízo, mas responderão judicialmente pelos crimes de maus-tratos a animais e jogos de azar. Além disso, estão sendo investigados por possíveis infrações de medidas sanitárias, o que pode acarretar em penalidades adicionais.

A Operação Ícaro reforça o compromisso das autoridades em combater atividades ilegais que envolvem crueldade animal e colocam em risco a saúde pública, destacando a importância da fiscalização e da aplicação da lei em regiões remotas do estado.

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