Pitbull ataca novamente em Juiz de Fora: dois cães feridos e mulher mordida no Bairro Bom Pastor
Novo ataque de pitbull em Juiz de Fora fere animais e mulher

Novo ataque por pitbull em Juiz de Fora deixa animais feridos e mulher mordida

Um pitbull que já havia sido registrado em ataques anteriores voltou a agredir animais no Bairro Bom Pastor, em Juiz de Fora, na manhã da última segunda-feira, 9 de janeiro. O cão, que circulava sem coleira, atacou dois animais domésticos e também mordeu uma mulher, gerando pânico entre os moradores da região.

Primeiro ataque: cadela Daiana sofre ferimentos graves

O primeiro incidente ocorreu durante um passeio na praça do bairro. Imagens de câmeras de monitoramento mostram uma mulher passeando com a vira-lata Daiana, de nove anos, quando o pitbull aparece correndo solto e ataca o animal. Dois homens que passavam de carro pararam para conter o agressor, mas os danos já estavam feitos.

A tutora Júlia Melo Castro relatou que a cadela teve cerca de 20 centímetros do corpo dilacerados e precisou ser internada em uma clínica veterinária. “Fiquei com muito medo de perder ela. Minha mãe me ligou aos prantos. Eu estava no trabalho, mas, assim que recebi a ligação, comecei a tremer e saí imediatamente para encontrá-las no veterinário. Foi uma dor profunda vê-la naquele estado”, desabafou Júlia.

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A cadela segue internada, sem previsão de alta, e o principal risco agora é o desenvolvimento de infecção. A mãe de Júlia, de 63 anos, que estava com Daiana no momento do ataque, foi mordida na mão e levada ao Hospital de Pronto Socorro, onde recebeu uma dose da vacina antirrábica.

Segundo ataque no mesmo dia e histórico de agressões

Por volta das 11h30, o mesmo pitbull atacou um segundo cão na região. O tutor, que preferiu não se identificar, relatou que o animal atravessou a rua para encarar e morder sua cadela. “Ele apareceu na minha frente e começou a encarar a minha cachorra, só que ele logo começou a atacar ela e eu separei. A sorte foi que quando ele foi na pata da minha cachorra, ele travou a mandíbula e acabou sendo um machucado superficial”, contou o homem.

O comportamento agressivo do animal já era conhecido pelos moradores. No início de janeiro, uma cadela shih-tzu foi atacada na portaria de um prédio na Rua Senador Salgado Filho enquanto saía para passear. O boletim de ocorrência daquele episódio ainda citava um ataque anterior, ocorrido 15 dias antes, contra uma senhora na praça do bairro.

Ações legais e o que diz a legislação

Júlia Melo Castro registrou um boletim de ocorrência, e o caso foi encaminhado à Polícia Civil. A corporação informou que um procedimento foi instaurado na 1ª Delegacia de Juiz de Fora para apurar os fatos.

A legislação estabelece normas rígidas para a circulação de cães de raças consideradas potencialmente perigosas ou de comportamento agressivo em espaços públicos. A Lei nº 12.345/2011 busca equilibrar o direito de trânsito dos animais com a segurança coletiva.

De acordo com o artigo 14 da norma, é vetada a presença desses animais em locais com grande fluxo de pessoas, tais como:

  • Praças, parques e jardins públicos
  • Proximidades de hospitais e unidades de saúde
  • Entornos de escolas, públicas ou particulares
  • Áreas comuns de condomínios residenciais

A circulação só é permitida sob condições específicas de segurança. O condutor deve, obrigatoriamente:

  1. Ser maior de 18 anos e possuir força física suficiente para controlar o animal
  2. Utilizar guia curta com reforçador
  3. Equipar o cão com focinheira adequada ao seu porte e raça

A lei também exige a identificação eletrônica, como microchip, para cães bravos ou de raças específicas. Conforme o artigo 15, o tutor é o único responsável por qualquer dano, seja físico ou material, causado pelo animal a terceiros. O descumprimento das regras pode gerar advertências, multas pesadas, apreensão do animal e responsabilização nas esferas civil e penal.

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Impacto na comunidade e preocupações com segurança

Os repetidos ataques no Bairro Bom Pastor têm gerado preocupação entre os moradores, que relatam medo de circular com seus animais de estimação nas áreas públicas do bairro. A falta de controle sobre animais considerados perigosos representa um risco constante para a segurança pública, especialmente em regiões residenciais com alta circulação de pessoas.

Este caso em Juiz de Fora reforça a importância do cumprimento das leis de controle animal e da responsabilização dos tutores, visando prevenir novos incidentes e proteger tanto os animais quanto a comunidade local.