MPSC aguarda vídeos da Polícia Civil para concluir investigação sobre morte do cão Orelha
MPSC aguarda vídeos para concluir caso do cão Orelha

MPSC aguarda vídeos da Polícia Civil para concluir investigação sobre morte do cão Orelha

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) afirmou que ainda aguarda o envio de vídeos não disponibilizados pela Polícia Civil sobre a investigação da agressão e morte do cão Orelha, em Florianópolis. As imagens são consideradas essenciais para a continuidade da apuração, conforme declarou o órgão na tarde de terça-feira (24).

Conclusão de diligências e pendências

A Polícia Civil informou na sexta-feira (20) ter concluído as diligências complementares solicitadas e enviado todas as informações ao MPSC. Entre os pedidos atendidos, estava a exumação do corpo do animal. No entanto, o MP não detalhou quais vídeos específicos foram solicitados e ainda não entregues, mantendo o caso em segredo de Justiça por envolver adolescentes, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O cão Orelha vivia na região da Praia Brava, área turística da capital catarinense. De acordo com a investigação, ele foi agredido no dia 4 de janeiro, encontrado um dia depois e levado a um veterinário, mas não resistiu aos ferimentos. Além de Orelha, a Polícia Civil também investigou o suposto afogamento de outro cachorro, chamado Caramelo, e suspeitas de coação de familiares dos adolescentes envolvidos nas agressões contra os animais.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Análise do Ministério Público e novas solicitações

Um mês após a morte de Orelha, em 4 de fevereiro, o MPSC recebeu a conclusão inicial das investigações. No dia 10, o órgão solicitou informações complementares à Polícia Civil, apontando que o material reunido apresentava lacunas que impediam a formação de uma opinião definitiva sobre o caso. A 10ª Promotoria de Justiça da Capital, especializada em Infância e Juventude, acompanha o caso devido ao envolvimento de adolescentes, enquanto a 2ª Promotoria de Justiça da Capital, da área criminal, analisa possíveis práticas de coação e ameaça durante o processo.

Em comunicado, o MPSC esclareceu: "A 10ª Promotoria de Justiça informa que analisa as diligências já encaminhadas e aguarda o encaminhamento dos vídeos que ainda não foram disponibilizados, os quais são considerados importantes para a continuidade da apuração. Já as diligências requeridas pela 2ª Promotoria de Justiça chegaram na sua totalidade e estão em fase de análise".

Detalhes da investigação e contexto do caso

Quando o inquérito foi concluído inicialmente, em 3 de fevereiro, a Polícia Civil apontou um adolescente como responsável pelas agressões que resultaram na morte de Orelha e pediu a internação do suspeito. Essa solicitação foi postergada pela Justiça até a conclusão e análise das novas diligências.

Orelha foi agredido em 4 de janeiro e morreu no dia seguinte após ser resgatado por populares. Comunitário, o animal recebia cuidados de vários moradores na Praia Brava. Em um laudo inicial, baseado no atendimento veterinário, a Polícia Civil indicou que a morte teria sido causada por um golpe na cabeça com objeto contundente e sem ponta. O MPSC recebeu esse documento e solicitou a exumação do corpo para a realização de um novo laudo, realizada em 11 de fevereiro, cujo resultado ainda não foi divulgado.

A Polícia Civil de Santa Catarina destacou que, além das 35 diligências solicitadas pelo MPSC, foram realizados outros 26 atos de investigação e cumpridas mais 61 diligências complementares, reforçando as conclusões iniciais do inquérito. A apuração contou com a atuação conjunta de duas delegacias de polícia e o apoio de diversas unidades, envolvendo diretamente 15 policiais civis e 5 policiais científicos.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar