Moradora confessa ataque com líquido quente a cão comunitário em Goiânia
Moradora confessa ataque com líquido quente a cão em Goiânia

Mulher admite agressão a cão comunitário com líquido quente em Goiânia

A moradora Cacilda Ferreira de Almeida confessou ter jogado líquido quente em um cachorro comunitário que estava dormindo na porta de sua residência, no Setor Castelo Branco, em Goiânia. O advogado Washington Soares confirmou a informação à TV Anhanguera, revelando que a mulher, que inicialmente negou o ato, agora reconhece sua ação e está arrependida.

Detalhes do crime e reação da comunidade

O ataque ocorreu no dia 5 de março e foi registrado por uma câmera de monitoramento. O cachorro, conhecido como Johnny, foi atingido por um líquido quente enquanto repousava na calçada. Após o incidente, protetores de animais organizaram um protesto em frente à delegacia, exibindo cartazes que exigiam justiça para o animal.

O empresário Wander Rodrigues relatou que a secretária de sua mãe ouviu os gritos do animal e o encontrou correndo pela rua. "Na outra semana, quando ela estava voltando para minha mãe de manhãzinha, encontrou ele aqui todo queimado", disse ele, descrevendo a cena chocante.

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Cuidados veterinários e investigação policial

A família da moradora Cláudia Oliveira assumiu a responsabilidade pelos cuidados do cão após o ataque. "Nas três primeiras noites depois que ele foi queimado, ele chorou as três noites seguidas. Não deixou ninguém dormir aqui, a gente revezou a noite para cuidar dele", contou Cláudia Oliveira em entrevista.

A veterinária Ana Paula explicou que o líquido causou uma lesão extensa na pele do animal, com risco de infecção ou problemas renais mesmo com tratamento. A delegada Simelli Lemes, responsável pelo caso, destacou que a perícia confirmou queimaduras térmicas em quase 50% do corpo do cachorro, incluindo queimaduras de terceiro grau.

Confissão e arrependimento da acusada

O advogado Washington Soares comentou sobre o estado emocional de sua cliente: "Ela reconhece a ação que cometeu, está arrependida. Nada justifica, nós sabemos tudo, mas nós estamos falando de uma senhora de quase 65 anos que não tem um conhecimento técnico e formal, sobre realmente o que ela fez. Mas ela está arrependida e está psicologicamente muito abalada".

A Polícia Civil de Goiás investiga o caso desde a denúncia registrada na quinta-feira, 12 de março. A delegada Lemes afirmou que o crime foi materializado pela perícia e que todas as pessoas envolvidas serão ouvidas. Ela também lembrou que denúncias de maus-tratos a animais podem ser feitas através do WhatsApp do 197, da delegacia virtual ou presencialmente.

O vídeo da câmera de segurança mostra Johnny deitado na calçada quando a mulher aparece do lado de dentro do portão e despeja o líquido quente sobre ele, fazendo com que o animal fuja em pânico. A comunidade local continua mobilizada, acompanhando o desenrolar das investigações e o tratamento do cão comunitário.

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