Maus-tratos a animais disparam em Minas Gerais com mais de 1.200 casos em 2026
Maus-tratos a animais disparam em Minas Gerais em 2026

Casos de maus-tratos a animais disparam em Minas Gerais em 2026

Os números de maus-tratos a animais em Minas Gerais continuam em uma trajetória alarmante de crescimento. Apenas nos dois primeiros meses de 2026, o estado já contabiliza impressionantes 1.215 casos registrados, conforme dados divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública. Este cenário preocupante dá sequência à alta vertiginosa observada ao longo de 2025, quando Minas Gerais registrou mais de 6.700 ocorrências de violência contra animais, representando um crescimento de quase 50% em comparação com o ano anterior.

Lei Sansão e a tentativa de conter a violência

Desde 2020, o Brasil conta com a Lei Sansão, uma legislação que prevê punições mais rígidas para crimes de maus-tratos contra animais, especialmente cães e gatos. A norma, que recebeu este nome após o emblemático caso de um pitbull que teve as patas decepadas em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, aumentou significativamente as penas para os infratores. Agora, quem pratica maus-tratos contra esses animais pode enfrentar de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

No entanto, apesar do endurecimento da legislação, os episódios de crueldade continuam sendo registrados com frequência alarmante em diversas cidades mineiras, indicando que a aplicação da lei e a conscientização ainda enfrentam sérios desafios.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Casos recentes que chocaram o estado

Nesta segunda-feira, dia 23, em Betim, uma mulher de 40 anos foi presa em flagrante após ser filmada agredindo brutalmente uma cadela dentro de sua própria residência. A operação policial foi deflagrada após a ampla circulação de um vídeo nas redes sociais que mostrava o cachorro sendo violentamente espancado. No local da ocorrência, a Polícia Civil realizou o resgate de três cães que apresentavam lesões graves e eram mantidos em condições absolutamente precárias de higiene e cuidado.

No último sábado, dia 21, em Pará de Minas, um homem de 59 anos foi detido sob a suspeita de ter assassinado o próprio cachorro com nada menos que 14 tiros. O crime brutal foi testemunhado e registrado por vizinhos horrorizados. Relatos indicam que, mesmo gravemente ferido, o animal ainda tentou desesperadamente fugir das agressões. O suspeito foi liberado após o pagamento de uma fiança estabelecida em R$ 20 mil e responderá ao processo em liberdade.

Já em Nova Lima, a morte de três gatos no bairro Vila Operária, ocorrida no início deste mês, está sob investigação da Polícia Civil. Exames de necropsia realizados nos animais apontaram que eles sofreram politraumatismo severo, com lesões predominantes e devastadoras na região da cabeça e do pescoço, causadas por fortes pancadas. Especialistas que analisaram o caso afirmam que os indícios revelam um alto grau de violência e intencionalidade nos ataques.

A persistência desses crimes cruéis, mesmo diante de uma legislação mais severa, levanta questões urgentes sobre a efetividade das políticas de proteção animal, a necessidade de campanhas educativas mais amplas e a importância da denúncia por parte da população. As autoridades continuam a investigar os casos e buscam meios para frear esta onda de violência que assola o estado de Minas Gerais.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar