Jovem preso e adolescentes apreendidos por morte de cão após agressões em Itajaí
Um jovem de 19 anos foi preso em flagrante e dois adolescentes foram apreendidos na tarde de quinta-feira (12) após a morte de um cachorro no bairro Murta, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. O caso, que gerou grande comoção social na região, está sendo investigado pela Polícia Civil como crime de maus-tratos a animais com resultado morte e corrupção de menores.
Detalhes da ocorrência e investigação
Segundo informações da polícia, testemunhas relataram inicialmente à Guarda Municipal que quatro adolescentes teriam participado do crime. O grupo teria arremessado um dos cães em um rio e, posteriormente, levado o animal até um prédio abandonado, de onde ele teria sido jogado novamente. O cachorro não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Um segundo cachorro também foi alvo de agressões, mas conseguiu fugir depois de ser solto por um morador que interveio na situação. A Guarda Municipal recebeu a denúncia às 18h11, e quando as equipes chegaram ao endereço, a Polícia Militar já atendia a ocorrência e confirmava a morte do animal.
Moradores da região indicaram onde os suspeitos viviam, o que ajudou as equipes policiais a localizar os adolescentes envolvidos. No entanto, apenas dois adolescentes foram apreendidos naquele momento, e a Polícia Civil segue tentando identificar um possível quarto envolvido. Para isso, a investigação analisa dados de celulares apreendidos e imagens de câmeras de segurança da região.
Procedimentos legais e perícia
O jovem de 19 anos foi preso em flagrante pelos crimes de maus-tratos a animais com resultado morte e corrupção de menores. A autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva, cuja análise compete ao Poder Judiciário.
Já os dois adolescentes apreendidos vão responder por ato infracional análogo ao mesmo crime, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Os nomes e idades dos adolescentes não foram divulgados pela investigação, tendo em vista que o ECA prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo pessoas abaixo de 18 anos.
O corpo do cão foi levado à delegacia, onde passou por uma avaliação preliminar feita por uma médica-veterinária do Instituto Itajaí Sustentável (INIS). Ela identificou escoriações na boca, no queixo e no palato, além de sangramento compatível com queda de altura. O corpo foi encaminhado à Polícia Científica, que fará a necropsia para determinar com precisão as causas da morte.
Posicionamento da Polícia Civil
A Polícia Civil de Santa Catarina emitiu uma nota oficial sobre o caso, reforçando que repudia qualquer forma de maus-tratos contra animais e ressaltando que todas as medidas legais estão sendo adotadas com rigor técnico. Durante os procedimentos, foram realizadas oitivas audiovisuais dos conduzidos e testemunhas, apreensão de aparelhos celulares, requisição de perícia no local e encaminhamento do corpo do animal para necropsia veterinária.
A ocorrência gerou grande aglomeração de populares no local, sendo necessária a atuação das forças de segurança para garantir a integridade dos envolvidos e a preservação da ordem pública. A polícia destacou que, em razão da gravidade dos fatos e da repercussão social do caso, foi fundamentada a não liberação imediata dos adolescentes aos responsáveis legais, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente.
A investigação continua ativa para identificar eventuais outros envolvidos e analisar todas as evidências coletadas, incluindo dados telemáticos e imagens de monitoramento da região onde o crime ocorreu.



