Corpo de cão comunitário é exumado em Florianópolis após morte por agressão
O corpo do cão Orelha, animal comunitário que foi morto no início de janeiro em Florianópolis, foi exumado nesta semana. A informação foi confirmada pela Polícia Científica de Santa Catarina, que informou nesta sexta-feira (13) que um novo laudo pericial deve ficar pronto em até 10 dias. O procedimento de exumação ocorreu na quarta-feira (11), atendendo a uma solicitação do Ministério Público de Santa Catarina.
Investigação sobre a morte do animal
O cachorro, conhecido como Orelha, era querido pelos moradores da Praia Brava, área turística da capital catarinense. De acordo com a investigação da Polícia Civil, ele foi agredido no dia 4 de janeiro, encontrado por moradores no dia seguinte e levado a um veterinário, mas não resistiu aos ferimentos. Inicialmente, a polícia informou que um laudo indireto, baseado no atendimento veterinário, apontou que o animal foi morto com um golpe na cabeça.
Após a conclusão das investigações preliminares, o Ministério Público solicitou a exumação do corpo do cão, o que foi autorizado pela Justiça. Além disso, outros 34 pedidos complementares sobre o caso foram aceitos pela Justiça, conforme documento obtido com exclusividade pelo colunista da NSC, Ânderson Silva. Esses pedidos buscam aprofundar a investigação de diversos atos infracionais atribuídos a adolescentes em vários casos investigados no mesmo inquérito.
Suspensões e contexto do caso
As suspeitas incluem casos de furto qualificado, injúria, ameaça e maus-tratos a animais. No caso específico da morte de Orelha, um adolescente foi apontado como autor da agressão. A Polícia Civil pediu a internação do suspeito, mas a Justiça catarinense postergou a análise da solicitação. Conforme explicou o juiz André Milani, a análise será realizada "a se considerar a devolução de todos os procedimentos investigatórios".
O cão Orelha era uma figura conhecida e estimada na comunidade da Praia Brava, onde vivia como animal comunitário. Sua morte gerou comoção entre os moradores e levantou discussões sobre a proteção aos animais e a aplicação da lei em casos de maus-tratos. A legislação brasileira prevê punições específicas para crimes contra animais, incluindo detenção e multas.
A exumação do corpo é um passo importante para esclarecer as circunstâncias exatas da morte do animal e fornecer evidências forenses que possam ser usadas no processo judicial. A Polícia Científica agora trabalha na análise dos restos mortais para emitir um laudo detalhado, que deve trazer novas informações sobre o caso dentro do prazo estabelecido.



