Cão resgatado de maus-tratos ataca e mata outro em abrigo no Piauí após trauma
Cão vítima de maus-tratos ataca e mata outro em abrigo no PI

Cão resgatado de maus-tratos ataca e mata outro em abrigo no Piauí após trauma

Um caso de extrema crueldade animal tem mobilizado protetores e autoridades no litoral do Piauí. Um cachorro, resgatado após ser encontrado acorrentado e sem acesso a água no residencial Simplício Dias, em Parnaíba, apresentou sinais graves de estresse pós-traumático, resultando em um ataque fatal a outro cão dentro de um abrigo temporário.

Resgate emergencial e situação crítica

O resgate ocorreu no sábado, 14 de setembro, após uma denúncia à polícia. O animal foi localizado no quintal de uma residência, completamente desprovido de comida, coberto de carrapatos e preso por correntes. Infelizmente, um segundo cão que o acompanhava não resistiu e faleceu durante a operação de salvamento. O responsável pelos animais foi imediatamente preso, respondendo pelos crimes de maus-tratos.

Após o resgate, o cachorro foi encaminhado a um abrigo administrado por membros da Comissão de Defesa e Proteção dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil no Piauí (OAB-PI) em parceria com a ONG Adota PHB. No entanto, a falta de infraestrutura adequada no local agravou a situação do animal traumatizado.

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Estresse pós-traumático leva a ataque fatal

Conforme relato do defensor da causa animal, Tiago Madeira, o cão resgatado demonstrou inicialmente um comportamento tranquilo durante o domingo, 15 de setembro. Porém, na segunda-feira, 16 de setembro, o animal entrou em estado de agressividade extrema, atacando violentamente dois outros cães do abrigo. Um dos animais atacados não resistiu aos ferimentos e veio a óbito, enquanto o outro ficou gravemente ferido.

"O cachorro que era maltratado está muito estressado. Vivia amarrado, parece que a casa dele não tinha muro. Ele foi levado, passou o domingo todo tranquilo, de boa e, na segunda, simplesmente começou a atacar os outros cães. Atacou dois, um morreu e o outro ficou muito ferido", explicou Tiago Madeira, destacando a gravidade do trauma sofrido pelo animal.

Estrutura precária do abrigo agrava crise

O abrigo em questão abriga atualmente 38 cachorros e 23 gatos, mas não dispõe de baias individuais ou canis adequados para separar os animais, especialmente aqueles com histórico de trauma ou agressividade. Diante do ataque, o cão resgatado precisou ser novamente acorrentado como medida de segurança emergencial, uma situação que revolta os protetores.

"A gente está desesperado, porque não tem para onde esse animal ir. O ideal é que esse cachorro ou fique isolado em uma baia grande, até ele se adaptar, ou consiga uma adoção de uma pessoa que não tenha cães", afirmou Tiago Madeira, apelando por uma solução urgente.

Campanha por doações para construção de baias

O espaço depende exclusivamente de doações da comunidade para seu funcionamento. O objetivo imediato dos protetores é arrecadar materiais de construção para erguer baias que permitam a separação segura dos animais. A lista de necessidades inclui itens como:

  • Telhas
  • Tijolos
  • Telas de proteção
  • Cimento
  • Areia

"A gente pede ajuda para a população doar material de construção, como telhas, tijolos, telas, cimento, areia, para construir as baias e separar esses animais", completou o protetor, enfatizando que a melhoria na infraestrutura é crucial para evitar novas tragédias e garantir o bem-estar de todos os animais resgatados.

Este caso chocante evidencia as consequências devastadoras dos maus-tratos animais e a urgente necessidade de investimento em estruturas de acolhimento adequadas, capazes de oferecer reabilitação psicológica e física para vítimas de crueldade.

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