Cão Negão morre após atropelamento e motorista foge sem prestar socorro em SP
Cão morre após atropelamento e motorista foge sem socorro em SP

Cão Negão não resiste a ferimentos graves após atropelamento em Nova Aliança

O cachorro Negão, vítima de um atropelamento ocorrido no dia 10 de fevereiro em Nova Aliança, no interior de São Paulo, faleceu nesta terça-feira, 17 de fevereiro, após permanecer seis dias internado em uma clínica veterinária de São José do Rio Preto. O animal sofreu fraturas graves nas patas traseiras e lutava pela vida desde o incidente.

Complicações clínicas levam ao óbito do animal

De acordo com informações fornecidas pelo tutor, em decorrência dos ferimentos extensos, Negão desenvolveu um acúmulo de líquido nos pulmões, condição que exigiu procedimentos de drenagem urgentes. Os veterinários responsáveis pelo caso aguardavam a estabilização do quadro clínico do cão para realizar a cirurgia necessária nas patas fraturadas.

Infelizmente, o estado de saúde do animal apresentou uma piora significativa, e ele não conseguiu superar as complicações. O óbito foi oficialmente confirmado na própria terça-feira, dentro da clínica onde estava hospitalizado.

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Motorista é identificada e responderá judicialmente

O atropelamento foi capturado por uma câmera de segurança, que registrou o momento exato em que a condutora do veículo abandona o local sem prestar qualquer tipo de socorro ao animal ferido. A mulher, que trabalha como catadora de materiais recicláveis, foi localizada posteriormente pela Polícia Civil.

Em seu depoimento às autoridades, ela alegou que não teria visto o cachorro no momento do acidente. Após ser ouvida, a motorista foi liberada, mas irá responder ao processo em liberdade, acusada formalmente de maus-tratos contra animais.

Inquérito policial e possíveis agravantes penais

A Polícia Civil de Nova Aliança instaurou um inquérito para investigar minuciosamente todas as circunstâncias do caso. O delegado responsável pela investigação, José Luís Barbosa, esclareceu que a morte do animal constitui um agravante significativo no processo legal.

Esse agravante pode resultar em um aumento da pena prevista, que pode variar entre um sexto e um terço a mais, conforme determina a legislação brasileira sobre crimes contra animais. O caso segue sob análise das autoridades competentes.

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