Cão morre acorrentado durante resgate em Parnaíba; responsável é preso por maus-tratos
Cão morre acorrentado em resgate; homem preso por maus-tratos

Cão morre acorrentado durante resgate em Parnaíba; responsável é preso por maus-tratos

Um caso de extrema crueldade animal chocou a cidade de Parnaíba, no litoral do Piauí, no último sábado (14). Durante uma operação de resgate no residencial Simplício Dias, um cachorro em situação de maus-tratos acabou morrendo, enquanto outro foi salvo. Os dois animais estavam acorrentados e sem acesso a água, evidenciando um cenário de abandono e negligência.

Denúncia e ação policial

A intervenção foi desencadeada após uma denunciante entrar em contato com a Companhia Independente de Policiamento Ambiental (Cipa), enviando fotos e vídeos que comprovavam os maus-tratos. Imediatamente, a Cipa solicitou o apoio da Comissão de Defesa e Proteção dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil no Piauí (OAB-PI) e da ONG Adota PHB para providenciar um local adequado para os cães.

Ao chegarem ao local, os policiais militares encontraram os animais em estado crítico de debilitação, sem comida e infestados por carrapatos. Durante a tentativa de resgate, a equipe percebeu que um dos cachorros já havia falecido, vítima das condições deploráveis a que estava submetido.

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Responsável é detido e perícia é realizada

O homem responsável pelos cães afirmou aos agentes que os encontrou no "barreiro" do bairro e decidiu levá-los para criar, mas sua versão não justificou o estado de abandono em que os animais se encontravam. Ele foi encaminhado à Central de Flagrantes de Parnaíba, onde prestou depoimento ao delegado de plantão.

Enquanto isso, a perícia criminal da Polícia Civil foi até a residência do suspeito para apurar as circunstâncias da morte do cão, coletando evidências que podem ser usadas no processo judicial. O outro cachorro, que sobreviveu, foi levado por voluntários a um abrigo para animais, onde receberá os cuidados necessários para sua recuperação.

Punição severa para crimes contra animais

De acordo com o major Freitas, da Cipa, o responsável pelos maus-tratos continuará detido, pois a legislação brasileira prevê pena de dois a cinco anos de prisão para esse tipo de crime. Essa ação reforça a importância da denúncia e da atuação conjunta entre autoridades e organizações de proteção animal.

O caso serve como um alerta para a sociedade sobre a necessidade de combater a violência contra animais e garantir que os responsáveis sejam devidamente punidos. A mobilização rápida das entidades envolvidas demonstra que, com vigilância e cooperação, é possível salvar vidas e promover justiça.

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