Cão comunitário Caramelo é encontrado morto com suspeita de envenenamento em Senador Firmino
Cão comunitário morto com suspeita de envenenamento em MG

Cão comunitário Caramelo é encontrado morto com suspeita de envenenamento em Senador Firmino

Um caso que comoveu a comunidade de Senador Firmino, na Zona da Mata mineira, ganhou destaque nesta semana após a trágica descoberta do falecimento de Caramelo, um cachorro comunitário que vivia no Parque de Exposições da cidade. O animal, que era cuidado diariamente por um grupo de voluntárias, foi encontrado sem vida na última terça-feira, dia 3, apresentando indícios claros de envenenamento por chumbinho, um raticida com comercialização expressamente proibida no território nacional.

Descoberta chocante e sinais de crime

Juliana Oliveira dos Reis, uma das cuidadoras mais dedicadas a Caramelo, relatou com emoção o momento em que se deparou com a cena devastadora. “Fiquei extremamente assustada. Ia levar comida, como faço todos os dias, mas o encontrei deitado, completamente sem vida. Nem consigo imaginar quando foi sua última refeição”, desabafou a voluntária, que nunca imaginou que o animal pudesse ser vítima de tal violência.

Segundo os relatos, outra cuidadora, Andressa Nascimento, havia visto Caramelo mais cedo no mesmo dia, deitado em uma escada do parque. “Achei que ele estava apenas descansando ao sol, como costumava fazer. Completei a ração e segui meu caminho”, explicou Andressa. Quatro horas depois, no entanto, Juliana chegou ao local e percebeu que o cão não respondia aos chamados, confirmando o pior.

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Cuidados diários e uma história de resgate

A rotina de cuidados com Caramelo começou em dezembro de 2025, quando Juliana notou que o animal se abrigava constantemente sob um ônibus escolar da Prefeitura. “Percebi que ele ficava ali o dia inteiro, sozinho, e decidi começar a alimentá-lo todos os dias, sem falta”, contou a voluntária. Após compartilhar a situação nas redes sociais, vizinhos se organizaram e criaram uma escala para garantir que o cão recebesse alimentação e água fresca duas vezes ao dia.

O empenho da comunidade foi tão grande que os voluntários chegaram a construir uma casinha improvisada para Caramelo, utilizando uma caixa d’água adaptada com cobertas e brinquedos. “Dava para ver pelo corpinho dele que já tinha sido muito maltratado no passado. Isso me tocou profundamente. Meu desejo era proporcionar um pouco de alegria e conforto na vida dele”, emocionou-se Juliana, destacando que o animal era conhecido por seu comportamento tranquilo e pacífico, mesmo em dias movimentados no parque.

Investigação em andamento e busca por justiça

Com a suspeita de envenenamento confirmada por um veterinário que atendeu ao local – embora um laudo oficial não tenha sido emitido devido aos custos envolvidos –, as cuidadoras registraram um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil. O caso agora está sob investigação, com a esperança de que o responsável seja identificado e punido.

Juliana finalizou com um apelo contundente: “Quem fez isso tem que aparecer. Não podem tirar a vida de um ser tão inocente, que só trazia paz e amor para todos que o conheciam”. A morte de Caramelo não só deixou um vazio na rotina dos voluntários, mas também levantou questões importantes sobre a proteção animal e a necessidade de maior conscientização comunitária em Senador Firmino.

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