Cabeça de gato pendurada em janela choca moradores de Divinópolis
Cabeça de gato pendurada em janela choca Divinópolis

Um caso de maus-tratos a animais chocou os moradores do Centro de Divinópolis na manhã de quarta-feira (13). Um homem de 36 anos foi abordado pela Polícia Militar de Meio Ambiente (PMMA) após denúncias de que a cabeça de um gato estava pendurada na janela de sua residência, localizada na avenida Antônio Olímpio de Morais. O morador não soube explicar o motivo do ato, que gerou comoção e revolta na comunidade.

O relato do morador

Segundo o homem, o felino teria invadido o quintal de sua casa há cerca de uma semana, quando foi atacado e morto por um cão da raça pit bull, também de sua propriedade. Ele afirmou que colocou a cabeça do animal na janela aproximadamente três dias antes da abordagem policial, mas não conseguiu justificar o que o levou a tomar essa atitude. A versão foi contestada por vizinhos e autoridades, que consideraram o ato incomum e cruel.

Investigação e estado do animal

A denúncia inicial partiu do vereador Flávio Marra, que atua na causa animal e descreveu a cena como 'assustadora'. Ao chegarem ao local, os policiais constataram que a cabeça do gato já se encontrava em avançado estado de decomposição, indicando que a morte ocorrera dias antes da exposição. Durante a ocorrência, uma vizinha compareceu ao local e informou que as características do animal eram semelhantes às de seu gato de estimação, que estava desaparecido havia cerca de uma semana. A Polícia Militar registrou o boletim de ocorrência e encaminhou o caso à Delegacia de Polícia Civil de Divinópolis, que conduzirá investigação por suspeita de maus-tratos a animais.

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Providências legais

No imóvel, a fiscalização confirmou a presença de dois cães, sendo um deles o pit bull mencionado pelo morador. O homem foi orientado a realizar o descarte adequado dos restos mortais do felino. A Polícia Civil agora investiga o caso, que pode configurar crime de maus-tratos, previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98), com pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. A comunidade local aguarda o desfecho das investigações, enquanto o vereador Flávio Marra reforça a importância de denunciar casos de violência contra animais.

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