Irã reabre acesso à internet após 87 dias; Trump pressiona por Acordos de Abraão
Irã reabre internet; Trump cobra Acordos de Abraão

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, determinou a reabertura do acesso internacional à internet no país, conforme informou a mídia estatal iraniana nesta segunda-feira, citando uma fonte oficial do Ministério das Comunicações. A medida ocorre após 87 dias de restrições severas, que deixaram a maioria dos iranianos sem conexão, segundo o observatório NetBlocks. Apenas cidadãos com acesso a VPNs caras e avançadas conseguiam contornar o bloqueio.

Trump e os Acordos de Abraão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter solicitado a líderes de países árabes que aderissem aos Acordos de Abraão, tratados que normalizam relações diplomáticas com Israel. Em publicação na rede Truth Social, Trump sugeriu que seu acordo de paz com o Irã estaria condicionado à adesão em massa a esses acordos. “Durante minhas conversas no sábado, afirmei que deveria ser obrigatório que todos esses países assinassem simultaneamente os Acordos de Abraão”, escreveu.

O que são os Acordos de Abraão?

Os Acordos de Abraão, criados em 2020, estabelecem relações diplomáticas entre países árabes e Israel. Foram assinados por Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Sudão, Cazaquistão e Marrocos, além de Israel. A expansão dos acordos foi interrompida pela guerra na Faixa de Gaza. Trump conversou com líderes do Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein no sábado, mas não informou se eles aceitaram o pedido.

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Trump destacou que os Acordos de Abraão trouxeram benefícios financeiros, econômicos e sociais aos países signatários, mesmo durante o conflito, e que nenhum membro sugeriu sair ou fazer uma pausa. “É possível que um ou dois países tenham um motivo para não assinar, e isso será aceito”, afirmou.

Negociações com o Irã

Na mesma publicação, Trump disse que as negociações para um acordo entre Irã e Estados Unidos “progredindo bem”. No sábado, ele esperava um acordo até domingo, mas mudou de discurso no dia seguinte, instruindo negociadores a não terem pressa. Nesta segunda-feira, o Irã contradisse Trump, afirmando que não há acordo iminente. A pressão interna pode ter influenciado as decisões de Trump, criticado por aliados por supostamente ceder muito a Teerã.

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