O Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou um lote de 161 documentos inéditos sobre objetos voadores não identificados (OVNIs), incluindo relatos de avistamentos feitos por civis na Terra e por astronautas na Lua. Os arquivos, que abrangem décadas, foram retirados do sigilo e publicados online na sexta-feira (08/05) por ordem do presidente Donald Trump, que afirmou no início do ano que os divulgaria devido ao enorme interesse público.
Contexto das revelações
Os Estados Unidos têm testemunhado um renovado interesse público em vida extraterrestre nos últimos anos. Em 2022, o Congresso realizou as primeiras audiências sobre OVNIs em 50 anos, e os militares prometeram mais transparência sobre o assunto. A divulgação dos arquivos ocorre após o ex-presidente Barack Obama ter afirmado, em fevereiro, que alienígenas eram "reais, mas eu não os vi". Obama posteriormente esclareceu seus comentários, dizendo que, estatisticamente, as chances de haver vida lá fora são altas, mas que não viu nenhuma evidência durante seu mandato.
Conteúdo dos documentos
Os arquivos incluem memorandos militares retirados do sigilo, relatórios das missões Apollo à Lua e relatos de indivíduos que afirmam ter testemunhado um OVNI. Entre os destaques estão transcrições anteriormente secretas de astronautas das missões Apollo 11, Apollo 12 e Apollo 17. Buzz Aldrin, da Apollo 11, descreveu uma fonte de luz brilhante que atribuiu a um possível laser. Alan Bean, da Apollo 12, relatou partículas e flashes de luz "navegando no espaço", que pareciam escapar da Lua. Astronautas da Apollo 17 também viram luzes piscantes, comparadas ao "4 de julho".
Além disso, uma gravação de áudio do voo Gemini 7, de 1965, capturou o astronauta Frank Borman descrevendo um "bicho-papão" e "trilhões de pequenas partículas" vistas à esquerda da espaçonave. Os documentos também incluem entrevistas de 1957 e 2023, nas quais cidadãos relatam objetos metálicos pairando e se materializando em meio a luz intensa.
Avistamentos militares no Oriente Médio
Vídeos gravados pelos militares dos EUA no Iraque, na Síria e nos Emirados Árabes Unidos, datados de 2022, mostram objetos ovais cruzando o céu, classificados como "possível míssil" em alguns relatórios. O Pentágono chama esses fenômenos de "anômalos não identificados e não resolvidos".
Reações políticas
O deputado republicano Tim Burchett, do Tennessee, saudou a divulgação como um "ótimo começo" em uma postagem no X. A republicana Anna Paulina Luna, da Flórida, chamou a ação de "um primeiro passo enorme na direção certa". No entanto, a ex-deputada Marjorie Taylor Greene criticou a divulgação, chamando-a de distração de questões urgentes como preços e guerra no Irã, afirmando estar "farta da propaganda do 'olhem para o objeto brilhante'".
Expectativas da comunidade ufológica
John Erik Ege, diretor regional da MUFON Texas, disse estar "intrigado", mas observou que as informações divulgadas já são conhecidas há muito tempo. "Não há detalhes novos. Não há provas concretas de que tenham os corpos ou de que tenham feito contato, mas estou esperançoso", afirmou. Daniel Jones, administrador da página da Rede de Óvnis do Texas, considerou a divulgação "decepcionante" para especialistas, mas importante para o público geral. Elaine Loperena, de 69 anos, que administra um grupo de OVNIs no Facebook, está otimista e acredita que mais revelações virão. Ela espera que a transparência seja bipartidária para evitar desconfiança política.



