Obras do Mercado Elias Mansour em Rio Branco têm prazo prorrogado até 2026
A reforma do Mercado Elias Mansour, localizado no Centro de Rio Branco, no Acre, que inicialmente era prometida para o ano passado, recebeu uma prorrogação oficial de prazo. A informação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na quarta-feira (28), através de um termo aditivo elaborado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Seinfra).
Detalhes da prorrogação e cronograma da obra
O termo aditivo abrange o período entre 12 de dezembro do ano passado e 10 de junho deste ano. Com essa alteração, a previsão atual é de que a obra continue, pelo menos, até o final do primeiro semestre de 2026. A execução do projeto está a cargo da empresa Vento Sul Engenharia, sediada no Rio de Janeiro, e teve início com a demolição completa do espaço antigo.
Em abril de 2024, o secretário municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Cid Ferreira, havia afirmado que a obra ficaria pronta em um ano. No entanto, em agosto do ano passado, o gestor negou que a reforma estivesse atrasada, mas confirmou que apenas 35% da execução havia sido concluída. Naquela ocasião, a previsão de término era fevereiro deste ano.
Características do novo mercado e impacto no turismo
Conforme informações da prefeitura, o novo Mercado Elias Mansour será construído com estruturas metálicas e contará com recursos modernos, incluindo dois elevadores, uma esteira rolante e um estacionamento no subsolo. O espaço funcionará como uma espécie de mercado e shopping, com a aposta da gestão municipal de que se torne um ponto ainda mais relevante para o turismo da capital.
A expectativa é que o local ofereça experiências gastronômicas regionais, atraindo tanto moradores quanto visitantes. A modernização visa transformar o mercado em um centro cultural e comercial, integrando elementos tradicionais com infraestrutura contemporânea.
Prejuízos e realocação dos feirantes
Os feirantes que trabalhavam no local original foram inicialmente informados de que seriam transferidos para o Parque da Maternidade. No entanto, um espaço temporário foi montado no estacionamento do mercado. Com o avanço das obras, em julho de 2025, os feirantes foram realocados para um galpão próximo ao antigo mercado.
À época, o feirante Manoel da Silva, um entre dezenas de trabalhadores que aguardam ansiosamente pelo término das obras, relatou que as vendas estavam no limite, afirmando: a gente está, simplesmente, sobrevivendo. Com a mudança para uma localização mais escondida e a falta de clientes, os feirantes relataram uma queda drástica nas vendas. As bancas, repletas de hortaliças, frutas e verduras, enfrentam dificuldades para atrair consumidores.
Contexto de privatização e concessão
Paralelamente à modernização do mercado, os vereadores de Rio Branco aprovaram, durante a madrugada do dia 12 de dezembro, o Projeto de Lei Complementar (PLC) que autoriza a concessão dos mercados públicos e demais espaços municipais de comércio à iniciativa privada. A proposta foi aprovada por maioria simples, com três votos contrários iniciais: Eber Machado (Republicanos), Nenem Almeida (Podemos) e André Kamai (PT).
Na ocasião, a prefeitura da capital declarou ao g1 que não iria se manifestar sobre o assunto. O texto, de autoria da prefeitura, permite que empresas assumam a administração, gestão, operação e manutenção de mercados, feiras e centros de abastecimento atualmente sob responsabilidade do município. O documento também garante que permissionários que já ocupam boxes em mercados municipais terão prioridade na locação dos espaços após a concessão.