
Pois é, pessoal — a coisa tá ficando séria na Serra da Mantiqueira. A prefeitura de Campos do Jordão, aquela joia turística que todo mundo adora (até o trânsito engarrafar), decidiu dar um passo ousado: quer cobrar dos visitantes uma taxa ambiental na entrada da cidade. Sim, você não leu errado.
A ideia, que ainda vai ser votada na Câmara Municipal, mira especificamente os veículos de fora. Quem é de fora paga. Quem é de dentro, não. Parece simples, né? Mas a discussão é quente como um chocolate quente no inverno jordanense.
Mas afinal — por que taxar?
O prefeito, em nota pública, defende que a medida não é só sobre arrecadar — é também uma questão de responsabilidade. A cidade sofre com o excesso de carros, especialmente em feriados prolongados. E olha, não é brincadeira: o asfalto sofre, o ar fica pesado, e a natureza, que é o maior tesouro dali, paga o pato.
Os valores? Ainda não são oficiais, mas circulam nas rodas de conversa que pode ficar entre R$ 10 e R$ 30 por veículo. Valores que, segundo a prefeitura, serão reinvestidos em:
- Manutenção de estradas e vias
- Projetos de preservação ambiental
- Melhoria na sinalização e segurança turística
Nada mal, hein? Mas como toda mudança, tem quem apoie e quem já tá torcendo o nariz.
A visão dos comerciantes: ânimo e preocupação
Alguns empresários do turismo — donos de pousadas, restaurantes, lojinhas de artesanato — temem que a taxa espante visitantes. “Já temos tantos impostos”, diz uma comerciante que preferiu não se identificar. “Será que o turista vai entender?”
Por outro lado, há quem acredite que, no longo prazo, a cidade só tem a ganhar. Menos congestionamento, mais qualidade de vida — e quem visita, curte uma experiência melhor. É um daqueles casos em que o conflito entre o agora e o amanhã fica evidente.
E os moradores?
Eles estão isentos. Quem tem placa local ou é cadastrado como residente não paga nada. Uma vitória? Talvez. Mas ainda assim, a opinião pública está dividida. Nas redes sociais, já rola até abaixo-assinado contra. “Mais um imposto disfarçado”, escreveu um usuário. “Isso aí é shortsighted”, soltou outro, em inglês mesmo.
Já outros apoiam: “Se for pra melhorar a cidade, que venha”.
E quando isso vai valer?
A previsão é que o projeto seja votado ainda este ano. Se aprovado, a implementação deve rolar de forma gradual — começando com campanhas educativas e, só depois, a cobrança de fato.
Uma coisa é certa: a discussão está só começando. E Campos do Jordão, com seus casarões alpinos e ares europeus, pode estar prestes a virar exemplo — ou caso de estudo — de como equilibrar turismo e sustentabilidade no Brasil.
Vamos ficar de olho. E você? Acha justo pagar pra entrar na cidade? Me conta aí nos comentários — se é que ainda é de graça pra opinar.