Amazonas registra queda de 70% nos focos de calor em janeiro de 2026, aponta Inpe
Queda de 70% nos focos de calor no Amazonas em janeiro de 2026

Amazonas registra queda histórica de 70% nos focos de calor em janeiro de 2026

O estado do Amazonas apresentou uma redução significativa de 70% nos focos de calor durante o mês de janeiro de 2026, segundo dados divulgados pelo Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os números, revelados na quarta-feira (11), mostram que o estado registrou apenas 18 focos de calor, em comparação com os 60 detectados no mesmo período do ano anterior.

Contexto e significado dos dados

Os focos de calor representam pontos de alta temperatura identificados por satélites de monitoramento, sendo utilizados como indicadores para possíveis queimadas ou incêndios, embora não necessariamente signifiquem a ocorrência de um incêndio florestal. Esta queda de 42 focos em relação a janeiro de 2025 confirma uma tendência positiva que vem se consolidando desde o ano passado.

Em 2025, o Amazonas alcançou um marco histórico ao registrar o menor número anual de focos de calor desde o início da série histórica do atual sistema de monitoramento do Inpe, iniciado em 2002. Ao longo daquele ano, o estado contabilizou 4.545 focos, ficando abaixo de 5 mil registros pela primeira vez em 23 anos de acompanhamento contínuo.

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Comparação histórica e municípios mais afetados

A última vez que o Amazonas apresentou um número inferior a 18 focos de calor no mês de janeiro foi em 2012, quando foram registrados apenas oito casos, de acordo com a série histórica do BD Queimadas. Em janeiro de 2026, os municípios que mais se destacaram foram Autazes, Barcelos e Lábrea, cada um com dois focos de calor.

Em contraste, o cenário de janeiro de 2025 foi bastante diferente, com São Gabriel da Cachoeira liderando o ranking com 16 focos, seguido por Guajará com oito e Barcelos com seis registros. Esta mudança demonstra uma distribuição mais equilibrada e reduzida das ocorrências no estado.

Fatores que contribuíram para a redução

Os especialistas apontam que a ampliação da presença permanente do Corpo de Bombeiros em áreas críticas tem sido um fator crucial para esta redução expressiva. Os dados de 2025 mostram uma queda de 82,18% em relação a 2024, quando o estado contabilizou 25.499 focos de calor, representando a maior redução desde o início da série histórica.

Com este desempenho, o Amazonas ocupou a quinta posição no ranking de focos de calor entre os estados da Amazônia Legal, respondendo por apenas 6% do total registrado na região. Esta conquista reflete esforços conjuntos de monitoramento, prevenção e combate às queimadas, que vêm sendo intensificados nos últimos anos.

A tendência de queda observada no início de 2026 sugere que as políticas ambientais e as ações de fiscalização estão surtindo efeito, embora especialistas alertem para a necessidade de manutenção e fortalecimento dessas iniciativas para garantir a preservação contínua da floresta amazônica.

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