Período de defeso do camarão inicia no Litoral Norte de SP com proibições e exceções
Defeso do camarão começa no Litoral Norte de SP

Período de defeso do camarão tem início no Litoral Norte de São Paulo

As cidades do Litoral Norte de São Paulo dão início, nesta quarta-feira (28), ao período de defeso do camarão. A medida, que proíbe a pesca de algumas espécies de camarão, se estenderá até o dia 30 de abril. Além do Litoral Norte paulista, outras áreas litorâneas do Sudeste e Sul do país também adotam a restrição, conforme previsto em portaria da União publicada em 2022.

Espécies proibidas e exceções durante o defeso

Durante o período de defeso, não é permitida a captura de camarões das espécies rosa, sete-barbas, branco (Penaeus schmitti), santana (ou vermelho) e barba-ruça. No entanto, a legislação estabelece uma exceção importante: a pesca do camarão-branco (Penaeus subtilis) continua permitida, desde que não seja realizada por meio de arrasto com tração motorizada.

Essa restrição tem como objetivo principal proteger os animais durante a fase de reprodução, garantindo assim a renovação dos estoques naturais e a sustentabilidade da atividade pesqueira a longo prazo.

Orientações para pescadores e comerciantes

Para os camarões capturados antes do início do período de defeso, o desembarque pode ser feito até esta sexta-feira (30). Já os estoques existentes devem ser declarados até o quinto dia útil após o começo da proibição por pessoas físicas ou jurídicas que armazenam, transportam, processam ou comercializam o produto.

Órgãos ambientais reforçam que pescadores, comerciantes e consumidores devem respeitar rigorosamente as normas durante o defeso. A orientação é que a população compre camarões apenas de estabelecimentos regularizados, como forma de colaborar com a preservação ambiental e com a pesca responsável.

Importância do defeso para o equilíbrio marinho

Segundo o Ibama, o chamado período de defeso é uma pausa temporária na pesca, determinada por órgãos ambientais, para permitir que as espécies se reproduzam sem interferência. Essa medida contribui significativamente para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos e para a sustentabilidade da atividade pesqueira, assegurando a continuidade dos recursos para as futuras gerações.

A implementação do defeso reflete um compromisso com a conservação marinha e a gestão responsável dos recursos pesqueiros, alinhando-se às políticas ambientais nacionais e regionais.