Caracaraí lidera desmatamento na Amazônia com 60 km² devastados em seis meses
Caracaraí lidera desmatamento na Amazônia com 60 km² devastados

Caracaraí lidera desmatamento na Amazônia com 60 km² devastados em seis meses

O município de Caracaraí, localizado no Sul de Roraima, foi o que mais desmatou em toda a Amazônia nos últimos seis meses, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, Caracaraí registrou impressionantes 60 km² de floresta derrubada, o maior índice entre todos os municípios da região amazônica no período analisado.

Roraima registra aumento de 36% no desmatamento

A área desmatada em Caracaraí representa 38% de todo o desmatamento registrado em Roraima no semestre. No total, o estado desmatou 157 km² no período, um aumento significativo de 36% em relação aos 115 km² registrados entre agosto de 2024 e janeiro de 2025. Com esse resultado, Roraima se tornou o único estado da Amazônia Legal a apresentar alta no desmatamento, enquanto a região como um todo teve uma queda expressiva de 41%.

Outros municípios roraimenses também aparecem na lista

Além de Caracaraí, outros dois municípios de Roraima figuram entre os que mais desmataram na Amazônia: Rorainópolis e Amajari. O levantamento do Imazon também revela que áreas protegidas e assentamentos no estado estão entre os mais afetados pela devastação florestal.

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O PAD Anauá foi o segundo assentamento que mais desmatou na Amazônia no semestre, com 7 km² de área derrubada. Já a Terra Indígena Waimiri-Atroari teve 1,26 km² desmatados no mesmo período, demonstrando a vulnerabilidade de territórios indígenas frente ao avanço do desmatamento.

Amazônia registra menor índice em sete anos, mas Roraima preocupa

Apesar da alta preocupante em Roraima, a Amazônia como um todo registrou o menor índice de desmatamento para o semestre nos últimos sete anos. Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, foram 1.195 km² devastados, contra 2.010 km² no mesmo intervalo anterior, representando uma redução considerável.

Além do desmatamento, Roraima também teve aumento na degradação florestal, que passou de 43 km² para 53 km² no comparativo entre os dois períodos — uma alta de 23%. O estado e o Acre foram os únicos com crescimento nesse indicador, enquanto a degradação na Amazônia caiu 93% no geral.

Monitoramento com inteligência artificial

Diante desse cenário, plataformas com inteligência artificial têm sido utilizadas para monitorar áreas com maior risco de desmatamento em Roraima, buscando antecipar ações de fiscalização e preservação ambiental. A tecnologia se mostra como uma ferramenta crucial no combate à devastação florestal na região.

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