Amapá lidera preservação na Amazônia com queda histórica no desmatamento
Amapá tem menor desmatamento da Amazônia Legal, diz estudo

Amapá se destaca como exemplo de preservação na Amazônia Legal

Um levantamento divulgado nesta quinta-feira (22) pelo Ministério do Meio Ambiente revelou que o Amapá não registrou desmatamento acima de 50 hectares por imóvel rural nos últimos três anos. Este resultado coloca o estado como o único da Amazônia Legal a alcançar tal marca, destacando-se positivamente em meio aos desafios ambientais da região.

Metodologia robusta confirma dados

Os números foram obtidos a partir de uma análise integrada de diversas fontes oficiais, garantindo precisão e confiabilidade. As informações foram cruzadas utilizando:

  • Dados do Cadastro Ambiental Rural (Sicar)
  • Mapas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
  • Registros de embargos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)

Todos os dados foram atualizados em novembro de 2025, oferecendo um panorama recente e detalhado da situação florestal no estado.

Resultado fruto de trabalho integrado

A secretária de Meio Ambiente do Amapá, Taisa Mendonça, enfatizou que o resultado não é obra do acaso, mas sim consequência de um esforço coordenado. "Foi feito um monitoramento e todo um trabalho integrado entre os órgãos do estado para que nós alcançássemos esses índices que mostram uma política ambiental pública feita com muita responsabilidade", afirmou a gestora.

Ela ainda destacou que o caso do Amapá demonstra ser perfeitamente possível conciliar desenvolvimento econômico com práticas sustentáveis, servindo como modelo para outras unidades federativas.

Contexto nacional e reconhecimento

O Amapá não apenas apresenta a menor taxa de desmatamento entre os estados da Amazônia Legal, como também é considerado líder nacional em preservação florestal, com índices próximos a zero. Este desempenho contrasta com ações recentes de fiscalização, como o bloqueio de R$ 2 milhões aplicado pela Polícia Federal contra um suspeito de desmatar 17 hectares no estado, mostrando que a vigilância permanece ativa.

O cenário positivo reforça a importância de políticas públicas bem estruturadas e da colaboração entre diferentes níveis de governo para a proteção do bioma amazônico.