O Amapá registrou apenas 4 km² de desmatamento entre agosto de 2025 e março de 2026, mantendo-se entre os estados menos afetados da Amazônia Legal. Os dados são do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que apontam uma redução de 43% em relação ao ciclo anterior, quando foram registrados 7 km².
Desmatamento na Amazônia cai 17% no primeiro trimestre
No primeiro trimestre de 2026, a Amazônia Legal perdeu 348 km² de floresta, contra 419 km² no mesmo período de 2025, uma queda de 17%. O Amapá contribuiu com apenas 4 km² nesse período, reforçando seu papel de destaque na conservação ambiental.
Estados com maior devastação
Apesar da redução geral, alguns estados ainda concentram a maior parte do desmatamento. O Pará lidera com 425 km², seguido por Mato Grosso (270 km²) e Roraima (222 km²). Roraima foi o único estado a registrar aumento, passando de 184 km² para 222 km², uma alta de 21%.
- Pará: 425 km² (-52%)
- Mato Grosso: 270 km² (-38%)
- Roraima: 222 km² (+21%)
- Amazonas: 219 km² (-35%)
- Acre: 193 km² (-32%)
- Rondônia: 69 km² (-27%)
- Maranhão: 56 km² (-7%)
- Amapá: 4 km² (-43%)
- Tocantins: 3 km² (-67%)
Acumulado de agosto a março mostra queda de 36%
No período de agosto de 2025 a março de 2026, o desmatamento acumulado na Amazônia foi de 1.460 km², contra 2.296 km² no ciclo anterior, uma redução de 36%. No entanto, março de 2026 isoladamente registrou aumento de 17% em relação a março de 2025, com 196 km² derrubados contra 167 km².
Importância da fiscalização e conservação
Especialistas destacam que a manutenção de políticas de fiscalização e conservação é essencial para preservar o cenário positivo no Amapá e evitar que o estado siga a tendência de alta observada em outras regiões da Amazônia.



