Justiça dos EUA dá um puxão de orelha em Trump: tarifas contra China são ilegais
Justiça dos EUA declara tarifas de Trump ilegais

Pois é, parece que a conta chegou para o ex-presidente americano. Numa daquelas reviravoltas que deixam todo mundo de queixo caído, a justiça dos Estados Unidos acaba de declarar que as famosas — e polêmicas — tarifas impostas por Donald Trump durante seu mandato são... ilegais!

Não é brincadeira não. A decisão saiu nesta sexta-feira (30) e pegou muita gente de surpresa, embora alguns analistas já esperassem por isso há tempos. O juiz federal Gary Katzmann, de Massachusetts, não teve papas na língua: ele basicamente disse que Trump ultrapassou todos os limites legais ao impor essas tarifas pesadíssimas sobre produtos chineses.

E olha, estamos falando de números que dão vertigem: mais de US$ 300 bilhões em mercadorias foram atingidos por essas medidas. Imagine o estrago no comércio internacional...

O que exatamente a justiça considerou ilegal?

O cerne da questão é bem técnico, mas vou tentar explicar de um jeito que faça sentido. Trump usou uma lei antiga, a Section 301, para justificar as tarifas. Só que o juiz Katzmann achou que ele interpretou a coisa toda de forma... digamos, criativa demais.

O problema não foi exatamente ele ter usado essa lei, mas como ele usou. Segundo o tribunal, a Casa Branca simplesmente ignorou prazos legais e procedimentos estabelecidos — como se as regras valessem para todo mundo, menos para o presidente.

Não é a primeira vez que Trump leva uma chamada atenção da justiça, mas essa aqui é particularmente significativa porque mexe diretamente com a economia global.

E agora, o que acontece?

Boa pergunta! A decisão não significa que as tarifas vão desaparecer magicamente amanhã. Na verdade, o caso ainda pode — e provavelmente vai — ser apelado para instâncias superiores. Isso significa que a novela está longe de acabar.

Mas a simbolismo é enorme. A decisão cria um precedente importante sobre até onde um presidente pode ir usando argumentos de "segurança nacional" para impor medidas comerciais. E, convenhamos, não é todo dia que a justiça americana dá uma reprimenda dessas em políticas de um ex-presidente.

Os mercados financeiros certamente vão ficar de olho nesse caso. Qualquer sinal de que as tarifas possam ser revistas no futuro já é suficiente para causar agitação nos pregões do mundo todo.

Enquanto isso, Trump — que sempre adora um palco — ainda não se manifestou sobre a decisão. Mas duvido que ele vai ficar quieto por muito tempo. Alguém aposta quanto tempo até ele postar algo em suas redes sociais?

Uma coisa é certa: a relação EUA-China, que já não era exatamente um mar de rosas, acaba de ganhar mais um capítulo nessa novela que parece não ter fim.