Prefeitura de Manaus adia reconstrução de passarela por falta de verba após acidente
A Prefeitura de Manaus anunciou que não pode contratar uma empresa para reconstruir a passarela Santos Dumont, localizada na Avenida Torquato Tapajós, na Zona Centro-Sul da capital amazonense. O motivo alegado é a falta de dinheiro, devido ao encerramento da execução orçamentária, financeira e contábil do ano de 2025.
Acidente e investigação do Ministério Público
A passarela desabou no dia 6 de julho de 2024, após uma carreta que transportava três maquinários pesados colidir com a estrutura, em frente ao Conjunto Hileia. No momento do acidente, o veículo levava um trator, uma retroescavadeira e um rolo compactador.
À época, o diretor-presidente do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), Paulo Henrique Martins, estimou que a obra de reconstrução da estrutura levaria cerca de seis meses. No entanto, desde então, nada saiu do papel.
A inércia da prefeitura fez com que o Ministério Público do Amazonas (MPAM) abrisse um inquérito civil para investigar o caso. O promotor Lauro Tavares da Silva solicitou respostas da administração municipal.
Resposta oficial e justificativa orçamentária
No dia 20 de janeiro, o diretor de engenharia da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Tabajara Júnior, respondeu ao MPAM, explicando que a pasta não pode prosseguir com a obra. Ele citou o encerramento da execução orçamentária como o principal obstáculo.
"Diante desse encerramento, não é possível dar prosseguimento a processos de contratação, uma vez que inexistem disponibilidade orçamentária e autorização legal para a realização de novos empenhos, liquidações ou pagamentos vinculados ao exercício financeiro de 2025", disse Tabajara Júnior.
O subsecretário de Gestão e Planejamento, Heliatan Correa, também alegou o mesmo motivo ao Ministério Público, referindo-se ao Decreto nº 6.731, de 18 de dezembro de 2025, que determinou o fim das atividades financeiras do ano.
O g1 entrou em contato com a prefeitura para mais esclarecimentos e aguarda resposta. A situação deixa a comunidade local em alerta, pois a passarela é uma importante via de acesso para pedestres na região.
Impactos e expectativas futuras
A demora na reconstrução da passarela pode gerar problemas de mobilidade urbana e segurança para os moradores da Zona Centro-Sul de Manaus. Especialistas apontam que a falta de manutenção e investimento em infraestrutura é um desafio recorrente em grandes cidades brasileiras.
- A passarela caiu após colisão com carreta em julho de 2024.
- Estimativa inicial era de seis meses para reconstrução.
- Prefeitura alega falta de verba devido a encerramento orçamentário.
- Ministério Público investiga o caso por inércia da administração.
Enquanto isso, os cidadãos aguardam uma solução que priorize a segurança e a acessibilidade na região, esperando que a prefeitura encontre alternativas para viabilizar a obra o mais rápido possível.