
Piracicaba está prestes a dar um passo audacioso no que diz respeito à sua infraestrutura aeroportuária. A prefeitura, em conjunto com o governo do estado, está costurando os detalhes finais de um projeto que pode mudar completamente o jogo para o aeroporto estadual Comendador Pedro Morganti.
E olha, a ideia é simplesmente transferir a gestão do equipamento para as mãos da iniciativa privada através de uma concessão. Parece óbvio? Nem tanto. A verdade é que essa jogada estratégica pode ser a chave para destravar investimentos que a administração pública, sozinha, dificilmente conseguiria bancar.
O que está em jogo?
O aeroporto, localizado na zona leste da cidade, é estadual — mas a prefeitura quer mesmo é vê-lo decolar. Literalmente. A justificativa é clara: modernizar a infraestrutura, ampliar serviços e, quem sabe, atrair novas rotas e empresas sem gastar um centavo do erário.
Não é de hoje que se fala nisso. O prefeito Luciano Almeida já vinha articulando nos bastidores, e agora a coisa ganhou corpo. Um projeto de lei foi enviado à Assembleia Legislativa no começo do ano, e desde então tramita em silêncio — mas com expectativa.
Como funcionaria a concessão?
Basicamente, o estado continuaria dono do aeroporto. A iniciativa privada entraria com o capital, a gestão e a operação — tudo por um prazo determinado, que ainda será definido. Em troca, assume os riscos e a responsabilidade por melhorias, manutenção e, claro, a exploração comercial.
Nada mal, né? A prefeitura, por sua vez, faz a lição de casa: elaborou um estudo técnico de viabilidade, atestando que a medida é não só possível, como desejável. Agora, aguarda o aval dos deputados.
E os piracicabanos?
A pergunta que não quer calar: e a população, como fica? A promessa é que a concessão traga benefícios tangíveis — mais voos, mais opções logísticas, mais movimento econômico na região. Sem contar a possibilidade de o terminal se tornar um hub regional, conectando Piracicaba a outros polos.
Claro, sempre tem quem desconfie. Mudanças assim geram expectativa — e um pouco de apreensão. Mas a prefeitura garante: o foco é desenvolvimento, pura e simplesmente.
Enquanto o projeto não é votado, a cidade segue de olho no céu. E torcendo para que, em breve, o ronco dos aviões venha acompanhado de novos ventos de progresso.