Quatro Décadas de Espera: Moradores de Bairro na Grande BH Lutam por Asfalto em Rua de Terra
40 anos de espera: moradores cobram asfalto em BH

Quarenta anos. Quase meio século esperando por algo tão básico quanto o asfalto sob os pés. É o que vive – ou melhor, sofre – uma comunidade inteira num bairro da Grande Belo Horizonte. A rua de terra virou símbolo de um abandono que teima em não acabar.

Imagina só: poeira sufocante no verão, transformando cada respiração num incômodo. E no inverno? Ah, no inverno a coisa fica feia. A lama toma conta, cria lagos imaginários onde só deveria haver caminho. Carros atolam, motos escorregam, idosos ficam praticamente ilhados em suas próprias casas. Um verdadeiro beco sem saída, literalmente.

O Desgaste Diário de Viver no Esquecimento

Não é só sobre estética ou conforto, viu? A situação beira o absurdo pela falta de segurança. Ambulâncias hesitam em entrar com medo de não conseguirem sair. Caminhões de luta, então, nem se fala – às vezes a coleta simplesmente não acontece. É como se o poder público tivesse riscado essa localidade do mapa.

Os moradores, esses heróis anônimos, já perderam as contas de quantas vezes exigiram seus direitos. Protocolos, abaixo-assinados, reclamações… Tudo parece cair num buraco negro – ou melhor, num buraco de lama – de desinteresse. A sensação é de que gritam, mas ninguém ouve.

Um Legado de Negligência que Passa de Geração em Geração

O mais revoltante? Alguns dos atuais residentes nasceram e cresceram vendo essa mesma situação. Herdaram dos pais a luta por asfalto, e agora temem que seus filhos continuem o mesmo combate. É um ciclo vicioso de promessas vazias e esperanças adiadas.

Enquanto isso, a cidade evolui, outros bairros ganham melhorias, calçadas novas, sinalização. Mas essa rua… essa rua parece presa num looping temporal, esquecida nos anos 80. O progresso passa longe, literalmente, desviando da via intransitável.

A pergunta que não quer calar: até quando? Quantas décadas mais serão necessárias para que o simples direito de ir e vir com dignidade seja garantido? A comunidade, cansada mas não derrotada, promete não calar. Afinal, quatro décadas de espera já são mais do que suficientes.