Ativistas e protetores de animais realizaram protestos simultâneos na manhã de domingo, dia 1º, nas cidades de Araçatuba e São José do Rio Preto, localizadas no interior do estado de São Paulo. Os manifestantes se mobilizaram para pedir punições mais rigorosas às pessoas que cometem maus-tratos contra animais em todo o território nacional.
Manifestações em defesa dos direitos animais
Com faixas e cartazes escritos com frases como "Justiça por Orelha", os participantes do ato público destacaram a necessidade de que os responsáveis por crimes contra animais não fiquem impunes. O protesto foi especialmente focado no caso do cão comunitário Orelha, que foi agredido e precisou passar por eutanásia em Florianópolis, Santa Catarina.
Protesto em São José do Rio Preto
Em São José do Rio Preto, os moradores se reuniram no bairro Vivendas, por volta das 9 horas da manhã, mesmo sob condições de chuva. Muitos dos participantes levaram seus próprios pets para o local e discursaram sobre a legislação brasileira atual, que consideram insuficiente para coibir os maus-tratos.
Os defensores de animais também abordaram a questão da redução da maioridade penal durante os discursos. Isso porque, no caso específico de Orelha, os suspeitos são adolescentes menores de 18 anos e, devido à legislação vigente, não foram presos após o ocorrido.
Protesto em Araçatuba
Já na cidade de Araçatuba, o protesto teve início na Praça Getúlio Vargas, um ponto central da região. Após a concentração inicial, o grupo organizou uma caminhada com faixas e cartazes pelo Bairro das Bandeiras, chamando a atenção de transeuntes e moradores locais para a causa animal.
Detalhes do caso Orelha que motivou os atos
O cão comunitário Orelha, que vivia na Praia Brava de Florianópolis, foi encontrado gravemente ferido no dia 15 de janeiro deste ano. O animal sofreu agressões tão severas que precisou ser submetido à eutanásia, gerando comoção nacional entre protetores e simpatizantes da causa animal.
Quatro adolescentes são investigados pela Polícia Civil de Santa Catarina como suspeitos de terem cometido o crime de maus-tratos. Dois deles chegaram a deixar o Brasil após o ocorrido, mas retornaram ao país na quinta-feira, dia 29, conforme informações divulgadas pelas autoridades.
Os manifestantes enfatizaram que casos como o de Orelha não devem ser tratados com leniência, exigindo que a justiça seja feita e que as leis brasileiras se tornem mais duras para punir quem pratica violência contra animais.