Protesto em Campinas exige justiça por cão Orelha, vítima de maus-tratos em Florianópolis
Na manhã deste domingo (1º), a Lagoa do Taquaral, em Campinas (SP), foi palco de um ato emocionante organizado por protetores de animais. O protesto reuniu ONGs, ativistas e diversos animais em uma caminhada entre os portões 1 e 2 do parque, por volta das 9h30, com dispersão ainda pela manhã. Os manifestantes carregavam faixas e expressavam sua indignação contra casos de maus-tratos, com foco especial no trágico caso do cão Orelha, um animal comunitário que foi espancado e submetido à eutanásia em Florianópolis (SC).
Documento formal e pedidos por fiscalização
Além da caminhada simbólica, o Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais de Campinas elaborou um documento oficial, assinado pelos participantes do ato. O texto solicita fiscalização rigorosa por parte das autoridades e será entregue à prefeitura local, reforçando a demanda por ações concretas para prevenir futuros abusos.
Detalhes do caso do cão Orelha
Orelha era um cão comunitário que recebia cuidados de vários moradores na Praia Brava, um bairro turístico e nobre de Florianópolis. Em 4 de janeiro, ele foi encontrado agonizando após ser agredido, e infelizmente teve de ser submetido a uma eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. O laudo pericial indicou que o animal foi atingido na cabeça com um objeto contundente, resultando em lesões fatais.
Andamento da investigação policial
A Polícia Civil de Santa Catarina está investigando o caso, com foco inicial em um grupo de quatro adolescentes suspeitos. Na sexta-feira (30), um deles foi descartado da autoria após o inquérito concluir que não tinha envolvimento nos maus-tratos. Os nomes, idades e localizações dos demais suspeitos não foram divulgados, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê sigilo absoluto para procedimentos envolvendo menores de 18 anos.
Atualmente, a polícia analisa quase mil horas de gravações de câmeras de segurança na região da Praia Brava, referentes ao período das agressões. Um dos desafios da investigação é a ausência de imagens diretas do momento do espancamento. No entanto, registros de outros episódios na mesma região e período, também supostamente causados por adolescentes, estão sendo usados como pistas para avançar no caso.
Este protesto em Campinas destaca a crescente mobilização da sociedade em defesa dos direitos animais, unindo comunidades de diferentes estados na busca por justiça e prevenção de violências futuras.