Inea interdita duas granjas em Barra do Piraí por falta de licença ambiental e maus-tratos
Inea interdita granjas em Barra do Piraí por irregularidades

Granjas são interditadas em Barra do Piraí por falta de licença ambiental e maus-tratos a animais

Duas granjas localizadas em Barra do Piraí, no estado do Rio de Janeiro, foram interditadas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) na última segunda-feira, dia 26. A ação faz parte de uma operação mais ampla que envolve oito unidades que estavam operando sem o devido licenciamento ambiental, conforme apontou o órgão fiscalizador.

Irregularidades graves constatadas nas propriedades

Durante as vistorias técnicas realizadas pelo Inea, foram identificadas diversas irregularidades que vão além da simples falta de licença. Entre os problemas mais graves estão:

  • Captação superficial de recursos hídricos sem autorização prévia
  • Emissão de poluentes atmosféricos através da queima irregular de resíduos animais
  • Contaminação do solo causada por vazamentos de resíduos oleosos provenientes de geradores
  • Maus-tratos aos animais mantidos nas instalações
  • Proliferação descontrolada de insetos, sem qualquer medida de controle de vetores

Essas condições, segundo o instituto, representavam riscos significativos tanto para a saúde pública quanto para os moradores do entorno das propriedades.

Reclamações da população motivaram ação do órgão ambiental

A interdição das granjas ocorreu após o Inea receber diversas reclamações da população local. Os moradores denunciavam um mau odor persistente na região e um aumento significativo na presença de moscas, fatores que comprometiam a qualidade de vida na área.

Vale destacar que esta não é a primeira ação do tipo na região. No final de 2025, outra granja já havia sido fechada pelo órgão ambiental em Rio Claro, também no estado do Rio de Janeiro. As demais unidades que compõem o conjunto de oito propriedades seguem sob rigoroso monitoramento do Inea.

Processo administrativo e multas milionárias

Antes de decretar a interdição, o Inea seguiu todo o protocolo administrativo necessário. Foram realizadas vistorias técnicas detalhadas, emitidas notificações com exigências específicas para regularização das atividades e até mesmo proposta a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

No entanto, segundo informações do instituto, as determinações não foram cumpridas dentro do prazo estipulado de 90 dias, o que levou à medida mais drástica. As multas aplicadas às propriedades podem ultrapassar a marca de R$ 2 milhões, valor que reflete a gravidade das irregularidades encontradas.

O g1 entrou em contato com a empresa responsável pelas granjas para obter um posicionamento sobre o caso, mas ainda aguarda resposta. A situação serve como alerta para outros empreendimentos do setor sobre a importância do cumprimento das normas ambientais e de bem-estar animal.