Argentino é preso em MS com ave silvestre sem autorização após fiscalização policial
Argentino preso em MS com ave silvestre sem autorização

Argentino é detido em Mato Grosso do Sul com ave silvestre sem autorização

Um homem de nacionalidade argentina foi conduzido à delegacia após ser flagrado portando uma ave silvestre sem a devida autorização, em Rio Brilhante, no estado de Mato Grosso do Sul. O incidente ocorreu na tarde de sexta-feira, 17 de maio, na região central da cidade, durante uma operação de fiscalização policial.

Fiscalização revela posse ilegal de maracanã-do-buriti

De acordo com a ocorrência policial, equipes realizavam rondas no distrito de Prudêncio Thomaz quando notaram que um posto de combustível desativado estava sendo utilizado por pessoas em situação de rua. Durante a inspeção no local, os policiais abordaram um dos ocupantes, que foi identificado como o argentino.

Com ele, foi encontrada uma gaiola contendo uma ave da espécie maracanã-do-buriti, classificada como silvestre e protegida por leis ambientais. Ao ser interrogado, o homem afirmou que adquiriu o animal há mais de um ano, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, mantendo-o como animal de estimação desde então.

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Ausência de documentação e antecedentes criminais

No entanto, o suspeito não apresentou nenhum documento que comprovasse a origem legal da ave, violando a legislação brasileira sobre fauna silvestre. A Polícia Militar Ambiental (PMA) foi acionada imediatamente e orientou que o indivíduo fosse levado, juntamente com o animal, para a Delegacia de Polícia Civil de Rio Brilhante.

O registro policial ainda revelou que o homem já possui antecedentes por maus-tratos a animais silvestres, com casos registrados no ano de 2023. Ele foi encaminhado à delegacia local, onde permanece à disposição da Justiça para as devidas providências legais.

Apreensão da ave e procedimentos ambientais

A maracanã-do-buriti, uma espécie que ocorre em quase todo o Cerrado, boa parte do Pantanal e em toda a Amazônia, foi apreendida pelos agentes. A ave deve passar pelos procedimentos padrão estabelecidos pelos órgãos ambientais competentes, que incluem avaliação veterinária e possível soltura em habitat natural, conforme as normas de proteção à fauna.

Este caso destaca a importância da fiscalização contínua e da aplicação rigorosa das leis ambientais para combater o tráfico e a posse ilegal de animais silvestres no Brasil, práticas que ameaçam a biodiversidade e o equilíbrio ecológico.

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