O Rio Negro apresentou uma desaceleração significativa em sua subida durante o mês de janeiro em Manaus, capital do Amazonas. De acordo com dados oficiais da Defesa Civil do estado, que monitora constantemente o comportamento das águas, o rio registrou um aumento de apenas 81 centímetros ao longo de todo o primeiro mês do ano.
Monitoramento detalhado dos níveis
Os números revelam que, no dia 1º de janeiro, o nível do Rio Negro estava em 21,96 metros. Já no último sábado, 31 de janeiro, as águas atingiram a marca de 22,77 metros. Isso representa uma média diária de subida de aproximadamente 2,6 centímetros, um ritmo considerado moderado pelas autoridades.
Neste domingo, 1º de fevereiro, o rio se mantém em 22,86 metros, confirmando a tendência de crescimento lento. Apesar do movimento constante observado ao longo do mês, o aumento foi bastante modesto quando comparado ao mesmo período do ano anterior.
Contraste com janeiro de 2025
Em janeiro de 2025, o Rio Negro experimentou uma elevação muito mais expressiva, com as águas subindo impressionantes 3,80 metros. A diferença entre os dois anos é marcante e chama a atenção dos especialistas que acompanham o regime hidrológico da região.
Diante deste cenário, a Defesa Civil do Amazonas avalia que o rio se encontra em estado de normalidade na capital amazonense. A previsão dos técnicos é de que as águas continuem subindo gradualmente até o final do primeiro semestre, seguindo o padrão sazonal esperado para a bacia amazônica.
Situação variada em outros municípios
O comportamento dos rios não é uniforme em todo o estado do Amazonas. Em Itacoatiara, por exemplo, o Rio Amazonas também apresentou uma subida tímida, fechando janeiro com um saldo positivo de 95 centímetros.
Já em Coari, a situação se mostra ainda mais delicada. O Rio Solimões registrou apenas 33 centímetros de cheia durante todo o mês de janeiro, um número que preocupa as comunidades ribeirinhas da região.
Alto Solimões com comportamento diferente
Em contraste total com essas localidades, Tabatinga, situada no Alto Solimões, vive uma realidade distinta. No município, o Rio Solimões apresentou uma elevação significativa de 3 metros entre os dias 1º e 30 de janeiro, demonstrando a complexidade e variabilidade do regime fluvial amazônico.
Classificação dos municípios
A Defesa Civil mantém um sistema de classificação que reflete as diferentes condições enfrentadas pelas cidades amazonenses. Além de Manaus, outros 47 municípios do estado seguem em estado de normalidade, indicando que não há riscos imediatos relacionados às cheias.
No entanto, algumas localidades exigem atenção especial. Tapauá, Canutama, Apuí e Humaitá se encontram em situação de atenção, requerendo monitoramento mais frequente das autoridades.
Um grupo maior de municípios permanece em estado de alerta. Esta categoria inclui Guajará, Ipixuna, Eirunepé, Envira, Boca do Acre, Pauini, Itamarati, Carauari, Uarini e Lábrea, onde as condições hidrológicas demandam preparação e vigilância constante por parte da população e dos órgãos responsáveis.
O acompanhamento sistemático realizado pela Defesa Civil do Amazonas continua essencial para garantir a segurança das comunidades ribeirinhas e orientar as ações preventivas necessárias em cada região do estado.