
Parece que a história se repete, e não é das melhores maneiras. Quem vive em São Paulo sabe: quando o assunto é água, a gente nunca pode baixar a guarda. E agora, a situação voltou a ficar crítica.
O governo do estado — numa jogada que ninguém pode dizer que é surpresa — decidiu apertar ainda mais o cerco. A partir desta terça-feira, 27 de fevereiro, as regras para usar água ficaram mais duras em 18 municípios da Grande São Paulo. Sim, você leu direito: dezoito.
E o motivo? Mais que previsível. O Sistema Alto Tietê, aquele que abastece uma galera por aqui, está definhando. Operando com míseros 28,8% da capacidade. É pouco. Muito pouco.
O Que Mudou na Prática?
Ah, a famosa borboletinha do banho vai ter que dar uma segurada. Quem é abastecido pelo Alto Tietê agora só pode usar o famigerado volume morto — aquele reserva de emergência — para coisas consideradas "essenciais".
- Consumo humano e animal: tá liberado, óbvio.
- Atividades econômicas que não têm alternativa: podem usar, mas com aquele olho vivo.
- Jardinagem e lavagem de calçadas: esquece. Água tratada para isso? Nem pensar.
Quem descumprir, se prepare. Multas podem variar de R$ 300,00 a valores que… bem, doem no bolso. A Sabesp, claro, já está de olho. E não é pouco.
Não é Só Aqui, Mas…
Enquanto isso, o Sistema Cantareira — lembra dele? — vai um pouquinho melhor. Segura 40,7% da sua capacidade. Não é maravilha, mas pelo menos não é desespero total. Mesmo assim, a região de Bragança Paulista também entrou no modo de alerta. Restrições por lá? Redução de 1 litro por segundo na retirada de água. Parece pouco, mas no conjunto, faz diferença.
E aí, você acha que é exagero? O governo alega que a medida é "preventiva". Melhor prevenir do que remediar, especialmente quando o remédio é ficar sem água na torneira. A situação é séria, mas parece que a gente só se mexe quando a casa cai. De novo.
Fica o alerta: o período de chuvas está terminando, e a previsão não é das mais animadoras. Quem puder economizar, economize. Cada gota conta. Literalmente.