
Parece que o céu esqueceu como chover em Ribeirão Preto. Enquanto a estiagem aperta, a realidade no bairro Alexandre Balbo é de torneiras secas e reservatórios vazios — um drama que se repete diariamente para centenas de famílias.
Não é exagero dizer que a água virou artigo de luxo por lá. A situação, que já era complicada, piorou consideravelmente nos últimos dias. O sistema de abastecimento simplesmente não dá conta. E olha, a gente até tenta entender, mas é difícil aceitar quando você abre a torneira e… nada.
O desespero corre por conta gotas
Imagina acordar de madrugada na esperança de que algum fio d'água apareça? Pois é. Muitos moradores estão fazendo isso. Outros recorrem a baldes, tambores e até carros-pipa improvisados — quando encontram, claro.
“A gente se vira como pode”, desabafa uma residente que preferiu não se identificar. “Mas não é justo. Água é direito básico, não é?”
E a responsabilidade, hein?
A Sabesp, empresa responsável pelo abastecimento, alega que a estiagem prolongada afetou os níveis dos mananciais. E de fato, os números assustam: os reservatórios da região operam com capacidade drasticamente reduzida. Mas será que só a seca é a vilã dessa história?
Alguns moradores questionam a gestão dos recursos hídricos e a falta de investimento em infraestrutura. É um problema que se arrasta há anos, mas que agora — com a estiagem batendo recordes — virou uma emergência pública.
E agora, o que fazer?
Enquanto isso, a prefeitura local anunciou que está monitorando a situação e que trabalha junto à Sabesp para normalizar o abastecimento. Medidas emergenciais, como o envio de caminhões-pipa, estão sendo ampliadas. Mas a pergunta que não quer calar: até quando?
A verdade é que ninguém aguenta mais viver na incerteza. A falta d'água não é só um incômodo — é uma ameaça à saúde, à dignidade e ao dia a dia de quem mora no Alexandre Balbo.
Enquanto a chuva não vem de verdade, o que resta é torcer — e cobrar. Porque água não é privilégio. É direito.